SÃO PAULO — A consulta de quilometragem no Detran-SP não registra todo o uso de um carro: ela reúne apenas as leituras feitas durante vistorias anteriores. Por isso, o histórico pode ter poucos dados e não permite determinar, sozinho, quando ou como ocorreu uma eventual alteração no hodômetro.
Mesmo com registros coerentes, não é possível garantir que o marcador não tenha sido modificado entre uma vistoria e outra. Da mesma forma, uma diferença entre medições não comprova, isoladamente, a ocorrência de fraude.
Como acessar os registros
O serviço está disponível gratuitamente no portal do Detran-SP, dentro da consulta de débitos e restrições. O usuário deve clicar em “Iniciar”, entrar com a conta Gov.br, selecionar “Veículos de outras pessoas”, informar a placa e o Renavam, marcar “Não sou um robô” e escolher “Avançar”.
O Renavam precisa ser solicitado ao vendedor, porque não aparece na placa do veículo. Sem esse número, a consulta não pode ser feita.
Divergências exigem verificação
Uma leitura inferior à anterior merece atenção. Se o painel indicar hoje 80 mil km e uma vistoria anterior apontar 110 mil km, o Detran-SP orienta procurar uma unidade do órgão para verificar como proceder. A recomendação também vale para uma leitura muito superior à anterior, situação que pode indicar erro no registro da vistoria.
Além da quilometragem, o sistema exibe débitos e restrições que podem afetar a transferência de propriedade. A quantidade de informações, porém, depende do número de vistorias pelas quais o veículo passou.
Antes da compra, os registros podem ser comparados com notas fiscais, ordens de serviço e documentos de manutenção. A avaliação de um mecânico também pode ajudar a verificar se há sinais de desgaste incompatíveis com a quilometragem informada.








