Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Cinco erros na troca de óleo que podem comprometer o motor

Viscosidade, nível, filtro e luz de pressão exigem atenção para evitar falhas e manutenção inadequada.

A troca de óleo é parte da manutenção preventiva, mas alguns procedimentos podem reduzir a vida útil do motor. Entre os principais cuidados estão seguir a especificação do fabricante, substituir o filtro e manter o nível entre as marcas mínima e máxima.

O lubrificante forma uma película entre as peças internas, reduz o atrito e o desgaste, ajuda a controlar a temperatura, remove impurezas e protege contra corrosão. Quando está vencido, contaminado ou fora da especificação, essas funções podem ser prejudicadas.

1. Escolher apenas pela viscosidade

Números como 0W-20, 5W-30 e 10W-40 indicam a viscosidade em diferentes temperaturas, mas não determinam sozinhos se o produto é adequado. Também é necessário verificar as normas de desempenho, conhecidas como API, e as homologações exigidas pelo fabricante.

Óleos com a mesma viscosidade podem ter aditivos e níveis de desempenho diferentes. A referência deve ser o manual do veículo, considerando características como pressão de funcionamento, controle de emissões, turbocompressor, injeção direta e sistemas de pós-tratamento.

2. Completar com qualquer óleo

Quando o nível se aproxima ou fica abaixo da marca mínima, o produto usado na reposição deve atender à especificação do motor. Sempre que possível, deve ser o mesmo óleo já presente no sistema.

A mistura de marcas não é necessariamente um problema quando os produtos têm as mesmas características e homologações. O risco está em combinar lubrificantes de viscosidades, bases ou especificações diferentes sem orientação técnica.

A queda frequente do nível pode indicar vazamento externo, desgaste interno, falha no turbocompressor ou consumo excessivo. Repor o óleo repetidamente não substitui uma avaliação mecânica. A medição deve ser feita com o motor frio, seguindo as orientações do fabricante.

3. Manter o filtro antigo

O filtro retém partículas metálicas, resíduos da combustão e outras impurezas. Se permanecer no veículo, pode conservar parte do óleo antigo e contaminar rapidamente o lubrificante novo.

Quando está saturado, o filtro também pode restringir a circulação. Por isso, a recomendação é trocar a peça junto com o óleo. A economia obtida ao reaproveitá-la é pequena diante do custo de um possível reparo no motor.

4. Rodar com nível baixo ou alto

A falta de óleo pode reduzir a pressão e deixar componentes como mancais, virabrequim, comando de válvulas, pistões e turbocompressor sem lubrificação suficiente. O excesso também causa problemas: peças móveis podem formar espuma ao atingir o lubrificante, reduzindo a eficiência da lubrificação e aumentando a pressão interna.

A verificação deve ser feita com o veículo em superfície plana e o motor desligado, após o tempo indicado no manual para o óleo retornar ao cárter. O nível precisa ficar entre as marcas mínima e máxima. Se estiver baixo, a reposição deve ocorrer gradualmente.

5. Confundir a luz do óleo com revisão

A luz vermelha do óleo geralmente indica baixa pressão no sistema de lubrificação, e não apenas a chegada do momento da troca. Se permanecer acesa com o motor funcionando, o motorista deve parar em local seguro e desligar o veículo.

Mesmo com a quantidade correta, o carro não deve voltar a circular sem diagnóstico. A falha pode estar na bomba de óleo, no sensor, no filtro, no pescador do cárter ou em componentes internos. O lembrete de revisão, por sua vez, costuma aparecer em outra cor ou acompanhado de uma mensagem de manutenção.

Prazo depende do uso

O manual do proprietário deve definir o intervalo de substituição. Em geral, o prazo não deve passar de 10.000 km ou seis meses. Congestionamentos, trajetos curtos, poeira e longos períodos parado podem caracterizar uso severo, com intervalos menores, como 7.000 km.

“A troca de óleo não deve ser encarada apenas como uma tarefa relacionada à quilometragem”, explica Danilo Ribeiro, especialista do Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação da DPaschoal. Segundo ele, a escolha do lubrificante e a avaliação dos componentes devem considerar as condições do sistema e a forma de uso do carro.

Aditivos suplementares não devem ser usados por conta própria. Lubrificantes homologados já têm um pacote desenvolvido para aquela aplicação, e outro produto pode alterar o equilíbrio químico da fórmula.

Guardar a nota fiscal e registrar a data, a quilometragem, a especificação e a quantidade aplicada ajuda a acompanhar as próximas manutenções e a identificar mudanças no consumo de óleo.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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