Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Carros

Chevette marcou a entrada da GM no mercado de carros populares no Brasil

Lançado em 1973, o sedã combinava soluções de segurança, motor econômico e tração traseira em uma proposta racional.

Lançado no Brasil em 1973, o Chevrolet Chevette foi o primeiro carro popular da General Motors no país. O sedã chegou com soluções de segurança pouco comuns, motor voltado à economia de combustível e tração traseira, combinação que ajudou a definir sua trajetória no mercado brasileiro.

O desenvolvimento começou em 1970, quando a GM reuniu Chevrolet, Opel, Vauxhall, Holden, Pontiac e Isuzu em torno da plataforma “T”. Cada marca poderia adaptar o projeto ao país de venda, com liberdade para escolher desenho, motorização e equipamentos. No Brasil, o Chevette recebeu a conhecida frente “tubarão”.

Segurança e mecânica

Uma das principais soluções estava no tanque de combustível. O reservatório, com capacidade de 45 litros, foi instalado em um compartimento inclinado atrás do banco traseiro, em vez de ficar sob o assoalho do porta-malas. A mudança reduzia o risco de explosões e incêndios em colisões traseiras, embora diminuísse parte do comprimento do bagageiro. O bocal de abastecimento foi colocado na coluna “C”.

A coluna de direção retrátil também tinha uma função de proteção. Em colisões frontais, ela havia sido projetada para se romper e evitar que o volante avançasse contra a cabeça do motorista.

O motor 1.4 a gasolina entregava 68 cv e 9,8 kgfm às rodas traseiras. A calibração priorizava a eficiência, em um período de preços elevados da gasolina. Com apenas 830 kg, o Chevette mantinha desempenho suficiente para enfrentar subidas e arrancadas no trânsito.

A tração traseira contribuía para o bom ângulo de giro e facilitava as manobras. A configuração também aumentou a procura pelo modelo entre praticantes de drift, levando alguns exemplares a perderem características de originalidade. O câmbio manual de quatro marchas tinha engates longos e exigia adaptação. A opção automática, de três marchas, só apareceu a partir de 1985.

Produção e legado

O modelo também apresentou problemas em algumas unidades, especialmente nas mais antigas. Entre eles estavam o volante descentrado, levemente deslocado para a esquerda, e pontos de infiltração de água causados por borrachas ressecadas ou fragilidades estruturais.

Um exemplar de 1975 citado na história foi comprado zero-quilômetro pelo padrinho de Adalberto de Andrade e permaneceu na família. O carro foi restaurado 25 anos atrás por Andrade, integrante do Chevette Clube do Brasil.

Entre 1973 e 1993, mais de 1,6 milhão de unidades foram vendidas no Brasil. As versões destinadas à exportação continuaram sendo produzidas até 1995. O país teve o melhor desempenho mundial de vendas entre os mercados que receberam um veículo baseado na plataforma “T”. Nos Estados Unidos, o modelo não alcançou o mesmo resultado e trazia no manual a orientação “Not safe for highway use” — não é seguro para rodar na estrada.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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