Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Senado aprova criminalização da vingança pornográfica e outras medidas

Projeto prevê reclusão de dois a quatro anos para divulgação não autorizada de cenas íntimas e ainda precisa passar pela Câmara.

Senado aprova projeto que criminaliza vingança pornográfica

O Senado aprovou nesta quarta-feira (7) três projetos voltados à proteção das mulheres e ao combate à violência. Duas propostas seguem para sanção presidencial: a que criminaliza o descumprimento de medidas protetivas da Lei Maria da Penha e a que atribui à Polícia Federal a investigação de crimes na internet com conteúdo misógino. O texto sobre exposição da intimidade sexual ainda será analisado pela Câmara dos Deputados.

Relatado pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o projeto sobre a chamada vingança pornográfica foi aprovado simbolicamente, por unanimidade dos presentes. A proposta enquadra como violência doméstica e familiar a divulgação de cenas de nudez ou de ato sexual íntimo sem autorização dos participantes. Também prevê punição para o registro não autorizado da intimidade sexual.

A pena prevista é de reclusão de dois a quatro anos para quem oferecer, trocar, distribuir ou exibir esse tipo de conteúdo por qualquer meio audiovisual. Como o projeto foi alterado durante a tramitação no Senado, ele retorna à Câmara.

“A principal vítima da 'vingança pornográfica' é a mulher”, afirmou Gleisi. Segundo a senadora, os responsáveis são, na maioria das vezes, ex-cônjuges, ex-parceiros e ex-namorados. Ela também disse que a divulgação pode provocar perda de emprego e de relações sociais.

Medidas protetivas e misoginia na internet

A proposta relatada por Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) transforma em crime o descumprimento da ordem judicial que impede a aproximação de agressores em casos de violência doméstica e familiar. Se for sancionada pelo presidente Michel Temer, a infração terá pena de três meses a dois anos.

Vanessa afirmou que atualmente não há punição específica para homens que violam essas determinações. “Lamentavelmente, não são poucos os agressores que descumprem medidas protetivas”, disse a senadora.

O terceiro projeto aprovado inclui entre as atribuições da Polícia Federal a investigação de crimes praticados pela internet que disseminem conteúdo misógino, definido na proposta como material que propaga ódio ou aversão às mulheres. A iniciativa, apresentada pela deputada Luizianne Lins (PT-CE), segue para sanção presidencial e prevê a atuação da PF em infrações classificadas como crimes interestaduais ou internacionais.

Ao justificar a proposta, Luizianne citou o caso de Lola Aronovich, professora universitária e feminista, cujo blog teria sido clonado. A deputada afirmou que páginas falsas foram usadas para publicar mensagens preconceituosas, misóginas e misândricas.

A senadora Rose de Freitas (MDB-ES) defendeu a importância das punições e da atribuição dada à Polícia Federal. A votação ocorreu após um acordo entre parlamentares para acelerar a tramitação dos projetos. Pela manhã, o Senado realizou uma sessão solene pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta quinta-feira (8), e entregou diploma às 26 deputadas que participaram da Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e 1988.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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