Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Lattes ganham ingredientes inusitados em cafeterias de cafés especiais

Zaatar, tahine, shoyu, missô, banana e milho aparecem em receitas criadas por baristas e confeiteiros.

Lattes ganham ingredientes inusitados em cafeterias de cafés especiais
Foto: Maria C. Gimenez/Divulgação

Julia e Nadia Nasr foram eleitas Baristas do Ano pelo Prêmio Paladar 2026. À frente da Café Por Elas e da recém-aberta Cafetina, as irmãs fazem parte de um movimento que amplia as possibilidades dos lattes, bebidas em que o leite aparece em maior proporção que o café.

As novas receitas incorporam ingredientes associados a outras áreas da gastronomia, como zaatar, flor de laranjeira, tahine, shoyu, missô e banana. A mudança acompanha uma maior liberdade de cafeterias e confeitarias para experimentar além das combinações tradicionais.

Receitas com referências culturais

Na Cafetina, a dupla criou o Zaatar latte, preparado com espresso, leite e xarope de zaatar. A receita leva sumac, tomilho, gergelim e outras especiarias. A escolha remete à comunidade libanesa e à história familiar das irmãs, que também relacionam a bebida à trajetória dos pais.

“É uma tendência que reflete a maturidade da cena de cafés especiais”, afirmam Julia e Nadia. Segundo elas, o objetivo é criar com mais liberdade depois da consolidação dos cafés especiais.

A bebida tem sabor marcante e provoca reações diferentes entre os clientes. As baristas dizem que há quem goste, quem estranhe e quem associe o sabor a memórias afetivas.

Na Adara, o latte com água de flor de laranjeira aparece ao lado de opções como a de caramelo. Na Ronin, o tahine é usado em uma bebida preparada com crema de tahine, cold brew, leite de gergelim, açúcar mascavo e flor de sal. A receita é inspirada no heugimja latte, bebida coreana feita à base de leite de gergelim preto.

A Ronin também serve o Corn latte, com doce de leite de milho trazido de Minas Gerais, cold brew, crema, canela e flor de sal. A casa trabalha com cafés especiais extraídos a frio e se define como uma “cafeteira de cozinheiros”.

Banana, gergelim e shoyu

Na Kosmos Bakeshop, o Dalgona banana coffee combina creme batido de café solúvel e leite de banana caramelizada. A confeiteira Andrea Ko desenvolveu uma versão própria da bebida, feita com banana fresca caramelizada e a casca da fruta, usada para concentrar o aroma.

A confeitaria também oferece o Gergelim coffee, preparado com pasta de gergelim preto torrado, mel, óleo de gergelim, leite e espresso. Outra opção é o Blueberry iced latte, com compota de mirtilo.

O mocha shoyu da Mirá é feito com café da Tocaya, chocolate e xarope de mel e shoyu. A bebida pode ser servida quente ou gelada e, de acordo com Leonardo Akira, eleito Padeiro do Ano pelo Prêmio Paladar 2026, é o maior destaque de vendas entre as bebidas da padaria artesanal.

Na confeitaria de Vivianne Wakuda, uma versão semelhante leva calda de shoyu, chocolate meio amargo, leite cremoso e espresso. O local também oferece o Missô latte, com caramelo de missô artesanal, leite cremoso e espresso.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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