Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Instituto ligado a André Mendonça recebeu R$ 5,2 milhões da Cedro

Repasse ocorreu por meio de mútuo conversível; empresa pertence a Lucas Kallas, que nega sociedade com Daniel Vorcaro.

Ex-parceiro de Vorcaro passou R$ 5 milhões a instituto criado por Mendonça
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O Instituto Iter, fundado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu R$ 5,2 milhões da Cedro Participações, empresa de propriedade do empresário Lucas Kallas. O empresário foi acionista, ao mesmo tempo que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, de duas companhias de capital aberto.

Os pagamentos foram realizados até o fim de 2025, quando Mendonça ainda fazia parte do quadro societário do instituto. A entidade foi criada em 2024, e o ministro anunciou sua saída no último dia 3 de setembro.

O repasse ocorreu por meio de um contrato de mútuo conversível, modalidade de empréstimo que permite ao investidor transformar o valor em ações ou quotas da empresa. O contrato previa R$ 5,9 milhões. A transferência foi interrompida no fim de 2025, quando o Iter afirmou ter alcançado sustentabilidade financeira.

Depois disso, um termo aditivo antecipou o vencimento da dívida e estabeleceu o ressarcimento dos valores corrigidos pela taxa Selic. A devolução começou em janeiro deste ano. Até o momento, o instituto quitou cerca de 5,3% do total devido.

Em fevereiro, Mendonça foi sorteado relator do processo de investigação do Banco Master. Em setembro, deixou o quadro societário do Iter.

As negociações foram conduzidas pelo presidente-executivo do instituto, o ex-ministro da Educação Victor Godoy Veiga, diretamente com os diretores de investimento e jurídico da Cedro, Carlos Adel de Freitas e Eduardo Soares de Couto.

O que dizem Iter e Cedro

O Iter afirma que Mendonça e Kallas não participaram das discussões sobre termos, valores ou assinatura do contrato. A entidade diz que todo o dinheiro foi depositado na conta da pessoa jurídica e destinado exclusivamente à estruturação e à operação do instituto, com acompanhamento contábil e fiscal.

A organização também afirma que não distribuiu lucros, dividendos ou participações nos resultados a acionistas, sócios ou administradores. Segundo o Iter, a atuação de Mendonça enquanto integrou a entidade ficou restrita ao magistério acadêmico, sem remuneração.

O instituto sustenta ainda que Kallas não tinha impedimentos legais quando o contrato foi assinado, pois integrava o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável da Presidência da República. Também nega relação com o Banco Master ou com Vorcaro.

A Cedro nega que Vorcaro tenha sido sócio ou mantido vínculo empresarial com seus negócios. A empresa afirma que a relação decorreu de investimentos comuns em companhias abertas e que a compra de participações nessas empresas “não configura sociedade comercial”.

A holding informou que consolidou sua posição na Biomm em 2023 e entrou na Latache Capital entre 2024 e 2025. Segundo a empresa, deixou de ser sócia das duas companhias em abril de 2026 para concentrar investimentos no setor de mineração.

As assessorias também afirmaram que Kallas deixou, em definitivo, em 2017, o negócio investigado na Operação Parcours, no qual atuava como sócio-investidor. Sobre a agenda do empresário, disseram que ele esteve em mais de 17 países no ano passado em compromissos comerciais e institucionais.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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