BRASÍLIA — Helena de Rezende, diretora de gestão de pessoas da Polícia Federal, passou a ser considerada um dos principais nomes para assumir a direção-geral da instituição. A avaliação ocorre enquanto Luiz Inácio Lula da Silva aguarda uma manifestação da Advocacia-Geral da União sobre a possibilidade de intervir no afastamento de Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça.
William Murad, diretor-executivo da PF, assumiu interinamente o comando após a instituição ser formalmente comunicada da decisão. Delegado de classe especial, ele já foi adido no exterior, função ligada à cooperação policial com outros países, e ocupou chefias relevantes na corporação.
Murad tem apoio de policiais de diferentes correntes políticas e é reconhecido internamente pela atuação técnica e discreta. No início da gestão de Andrei, participou da escolha de diretores e superintendentes regionais, embora não tenha sido indicado por Lula para o cargo.
Helena, por outro lado, mantém uma relação de confiança próxima com Andrei e é apontada nos bastidores como sua principal defensora. Antes de comandar a área de gestão de pessoas, ela foi corregedora da PF e integrou a equipe formada durante a transição de governo, a convite de Andrei.
Conhecida internamente como doutora Helena, ela tem boa relação com a primeira-dama, Rosângela Janja Lula da Silva. Sua eventual escolha representaria a continuidade do modelo de gestão de Andrei, com um perfil menos voltado à exposição pública. Helena também assinou a lista de diretores que colocaram os cargos à disposição do novo diretor-geral após a determinação de Mendonça.
Andrei recebeu a ordem de afastamento quando chegava para a abertura de uma cerimônia na Academia de Polícia Federal, em Brasília. Para representá-lo no evento, designou Murad e Helena.








