A comparação entre homus vendidos em supermercados levou em conta mais do que a preferência por uma receita específica. Em uma degustação às cegas, cinco marcas foram avaliadas por especialistas convidados pelo Paladar Testou, sem que o júri soubesse quais produtos estavam sendo servidos.
Participaram da prova o chef e pesquisador Fred Caffarena, do Make Hommus. Not War, Roberto Barsomian, do Dozza, Ariana Gazel, cozinheira da DasTurca, e Isabela Cordaro. O grupo examinou o aspecto visual, a textura, o aroma e o sabor das amostras.
Também foram considerados a acidez, a presença percebida de tahine e a relação entre os componentes. A avaliação buscou identificar se alho, limão, cominho ou tahine se sobressaíam de forma excessiva, comprometendo o conjunto.
As experiências dos jurados com o prato são variadas. Ariana vem de uma família libanesa que prepara o homus com cominho tostado e alho. A mistura é batida até ficar clara, lisa e untuosa.
Isabela cresceu comendo a preparação nos banquetes de domingo feitos pelo avô. Mais tarde, viajou ao Líbano, onde pesquisou e provou diferentes versões do prato. Barsomian afirma que é fã de homus desde que nasceu e conta, em tom de brincadeira, que a avó chegava a colocar a receita até em sua mamadeira.
Embora o homus varie em proporções, temperos e texturas conforme a região e a tradição familiar, Caffarena defende que a preparação deve preservar sua essência e simplicidade. Ao responder qual ingrediente não aceitaria misturado à pasta clássica de grão-de-bico, afirmou que nunca comeria homus com chocolate.








