Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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CGM paralisa obras e alvarás de empresas ligadas a queda de prédio em SP

Medida alcança obras em andamento e pedidos de alvará das construtoras investigadas após desabamento na Penha.

CGM paralisa obras e alvarás de empresas ligadas a queda de prédio em SP
Foto: Taba Benedicto/Estadão

A Controladoria-Geral do Município (CGM) prorrogou por até 120 dias o afastamento de uma servidora da Subprefeitura da Penha após ouvir a funcionária sobre uma vistoria relacionada ao prédio que desabou na zona leste de São Paulo. Ela havia assinado, em 2024, um laudo que apontava a demolição de uma estrutura construída irregularmente no terreno.

A servidora já estava afastada por 30 dias, depois que a Prefeitura identificou indícios de que a demolição exigida no alvará não havia sido realizada. A CGM também determinou, na segunda-feira, 14, o embargo de todas as obras em andamento na cidade pertencentes às construtoras envolvidas no caso. A análise de pedidos de alvará ainda pendentes apresentados pelas empresas foi suspensa.

Histórico da construção

A obra na Rua Tequici, na Penha, teria começado em 2019 sem alvará. O local passou por fiscalizações, recebeu multas e foi interditado pela Subprefeitura da Penha. Em 2021, a Procuradoria-Geral do Município conseguiu na Justiça uma liminar para interromper os trabalhos.

Um novo projeto foi apresentado à Prefeitura em 2022. Em agosto de 2023, o município concedeu um alvará para o terreno, condicionado à demolição da estrutura anterior. Meses depois, em fevereiro de 2024, a vistoria resultou no laudo que registrou o cumprimento da exigência.

A apuração municipal usa informações obtidas com moradores da região e imagens de satélite. A CGM afirmou que a decisão busca resguardar o interesse público enquanto são analisados os fatos e eventuais responsabilidades. O órgão não divulgará depoimentos nem antecipará as diligências realizadas ou previstas. Outras pessoas poderão ser ouvidas durante o procedimento.

Resgate e investigação

O prédio de 12 andares caiu por volta das 2h de sábado, 12, atingiu uma casa vizinha e deixou seis mortos, entre eles uma criança e uma mulher grávida. Um homem e uma menina de 7 anos foram resgatados com vida e levados a um hospital com escoriações leves.

A Polícia Civil investiga o desabamento. Um homem apontado como sócio-proprietário oculto da construtora responsável foi preso temporariamente, e outros dois mandados de prisão temporária foram expedidos contra representantes da empresa.

A construtora declarou que a edificação estava regularizada administrativamente e que ainda não é possível determinar a causa da queda. A empresa afirmou também que deve ser investigada uma obra nos fundos do terreno, com possível intervenção próxima às fundações. As defesas das construtoras não foram localizadas.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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