Cerca de dois homens por dia tiveram o pênis amputado no SUS por causa de casos graves de câncer no órgão genital. A procura por atendimento na atenção primária à saúde também cresceu mais de cinco vezes em dez anos.
O Ministério da Saúde afirma que o câncer de pênis é uma doença agressiva e mutiladora. Em fases avançadas, pode ser fatal, além de causar sofrimento físico. A pasta informa que a maior incidência ocorre em homens a partir dos 50 anos, com mais registros entre aqueles com 60 anos ou mais.
Entre os sinais possíveis estão sangramento, coceira e mau cheiro na genitália. O ministério aponta a higiene pessoal inadequada, o tabagismo e o histórico de infecções sexualmente transmissíveis — principalmente pelo HPV (Papilomavírus humano) — como fatores associados à doença.
Atendimento na rede pública
O acompanhamento pode ser feito nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Quando houver necessidade, o paciente pode ser encaminhado para atendimento especializado.
Para o Ministério da Saúde, o crescimento dos registros pode indicar maior identificação, acompanhamento e registro de pessoas com a condição na atenção primária. A pasta também relaciona o resultado à possível ampliação do acesso aos serviços e da capacidade das equipes de coordenar o cuidado.








