Os estudantes brasileiros reduziram a distância em relação à média dos 23 países da OCDE que participam do Pisa desde 2000. Os resultados divulgados nesta terça-feira (8) mostram avanço do país nas três áreas avaliadas: Leitura, Matemática e Ciências.
No Pisa 2025, o Brasil alcançou proficiência de 408 em Leitura, 377 em Matemática e 409 em Ciências. A diferença para a média dos países da OCDE caiu, nos últimos 20 anos, de 102 para 58 pontos em Leitura; de 131 para 92 em Matemática; e de 113 para 77 em Ciências.
Na comparação entre os países da OCDE que tiveram alta nos resultados de 2006 a 2025, o Brasil ficou na sétima colocação em Leitura e Matemática e na oitava em Ciências. O Ministério da Educação afirmou que os dados aproximam a educação brasileira da realidade das nações consideradas desenvolvidas.
O país também apresentou estabilidade e recuperação depois da pandemia da Covid-19. Entre 2018 e 2025, superou o desempenho pré-pandemia em Ciências e teve perdas menores que a média da OCDE em Leitura e Matemática.
Interesse dos estudantes
Os questionários do Pisa indicaram maior interesse dos estudantes brasileiros em aprender. O Ministério da Educação relaciona esse resultado à proibição do uso de celulares sem fins pedagógicos nas escolas. Em 2025, 81% dos alunos estavam em instituições com restrições ao uso dos aparelhos, contra 49% na média dos 23 países da OCDE e 37% no Brasil em 2022.
A escola também foi mais valorizada pelos brasileiros. Apenas 16% disseram considerá-la uma perda de tempo, percentual 6,9 pontos menor que em 2022 e abaixo da média de 24% dos países da OCDE. Curiosidade, perseverança e valorização da escola apareceram associadas a melhores resultados em Ciências.
Os estudantes brasileiros ainda superaram a média da OCDE em confiança para agir pelo meio ambiente, crença na ação coletiva e interesse em contribuir para a sustentabilidade no futuro.
Aplicação e participantes
O Pisa avalia a capacidade de compreender, usar, avaliar e refletir sobre textos; raciocinar e aplicar a matemática na resolução de problemas; e participar de discussões fundamentadas sobre ciência, sustentabilidade e tecnologia. A edição de 2025 indicou avanços no uso dos conhecimentos escolares para resolver problemas reais do cotidiano.
O estudo envolveu 760 mil estudantes de 91 países. No Brasil, participaram 30.140 estudantes, dos quais 72,4% eram de escolas estaduais, 96,9% estudavam em áreas urbanas e 78,1% em escolas do interior. Além disso, 84,7% estavam matriculados na 1ª ou 2ª série do ensino médio. As provas foram aplicadas entre abril e maio de 2025 pelo Inep, órgão vinculado ao Ministério da Educação.








