Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Banco Mercantil mira preço-alvo de R$ 85 até 2027, aponta Itaú BBA

Relatório destaca exposição ao consignado do INSS, ROE acima de 30% e riscos regulatórios para o Banco Mercantil.

Banco Mercantil mira preço-alvo de R$ 85 até 2027, aponta Itaú BBA
Foto: Divulgação/Banco Mercantil

O Itaú BBA projetou preço-alvo de R$ 85 para as ações do Banco Mercantil (BMEB4) no fim de 2027 e recomendou a compra dos papéis. A estimativa indica potencial de valorização de 45% ante o fechamento de sexta-feira (11).

A análise destaca a composição da carteira de crédito como um dos principais pontos da tese. O banco possui R$ 24,9 bilhões em crédito, dos quais 97% estão concentrados no varejo. O consignado corresponde a 74% da carteira, e os empréstimos vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) representam cerca de 62%. A carteira corporativa equivale a 3%, enquanto cerca de 83% do portfólio tem colateral.

O Itaú BBA afirma que o Mercantil se especializou no atendimento ao público 50+ e mantém forte presença no crédito consignado do INSS. A instituição é o quinto maior pagador de benefícios do órgão e, entre os bancos privados de médio porte, participou de todos os leilões desde 2009. Para o BBA, esse histórico fortalece a relação com os clientes e forma uma posição difícil de replicar.

Indicadores e expansão

De acordo com os analistas Pedro Leduc, William Barranjard e Kelvin Dechen, a estratégia contribuiu para um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) superior a 30%. Serviços com baixo consumo de capital já respondem por mais de 20% das receitas.

A captação é apoiada pelo relacionamento ligado ao pagamento de benefícios, com custo em torno de 100% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O Itaú BBA estima que o mix de crédito leve a margem financeira líquida (NIM) a 17,7%, entre os maiores níveis observados pelo banco em sua cobertura.

Além das operações de crédito, o Mercantil amplia as receitas de tarifas por meio da plataforma Meu+ e da distribuição de seguros. O BBA projeta crescimento do crédito em torno de 17% ao ano e crescimento anual composto (CAGR) de 20% para o lucro entre 2026 e 2029.

Nas métricas de valuation, o relatório calcula que a ação é negociada a 5,1 vezes o preço sobre o lucro e a 1,6 vez o preço sobre o valor patrimonial estimados para 2027. A avaliação é considerada baixa para uma instituição com ROE acima de 30%.

O Itaú BBA ressalva que o modelo é sensível a mudanças regulatórias devido à dependência do canal do INSS e das regras do consignado. Alterações na portabilidade e no fluxo de consentimento podem afetar a originação. O próximo leilão de pagamento de benefícios, em 2029, também pode aumentar a competição, enquanto mudanças em tetos de taxa e eventuais limites para a precificação de empréstimos pessoais aparecem entre os riscos citados.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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