Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Brasil

Viagem de Flávio Bolsonaro à África reuniu investigados no caso do INSS

Fotografias de um safári mostram o senador ao lado de Weverton Rocha, Willer Tomaz e Carlos Alberto de Sá, citado pela CPI da Covid.

Flávio Bolsonaro fez safári na África com investigados no escândalo do INSS

Uma viagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à África do Sul, em março de 2025, reuniu o senador e atual candidato à Presidência com pessoas que depois passaram a ser investigadas em casos ligados a suspeitas de fraudes no INSS. Fotografias do grupo foram encontradas pela Polícia Federal no celular de Weverton Rocha, apreendido durante a Operação Sem Desconto.

Os registros mostram Flávio ao lado de Weverton, senador pelo Maranhão, do advogado Willer Tomaz e do empresário Carlos Alberto de Sá, conhecido como Carlinhos. As imagens fazem parte de um conjunto compartilhado em um grupo de WhatsApp chamado “África do Sul”. As respectivas esposas dos participantes também estavam no grupo.

A viagem ocorreu cerca de um mês antes de o caso dos descontos irregulares em benefícios do INSS ganhar repercussão pública, em abril de 2025.

Weverton Rocha e Willer Tomaz são investigados nas apurações da Polícia Federal relacionadas ao esquema. Willer é alvo de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao senador maranhense.

Weverton também teve o nome incluído em uma investigação do Ministério Público Federal sobre o chamado orçamento secreto no Maranhão. Como tem mandato de senador e foro por prerrogativa de função, o caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal em 2024.

A relação entre Flávio e Willer é anterior às investigações atuais. Durante a CPI da Covid, o advogado foi citado em debates sobre suspeitas envolvendo a negociação da vacina indiana Covaxin e recebeu defesa pública do então senador.

Empresário foi citado pela CPI da Covid

Carlos Alberto de Sá, outro participante da viagem, foi citado no relatório final da CPI da Covid, concluído em 2021. O documento pediu seu indiciamento por corrupção ativa e improbidade administrativa.

Carlinhos era ligado à VTCLog, empresa que mantinha contratos de logística com o Ministério da Saúde. A comissão apontou suspeitas de oferta de vantagens a um integrante da pasta para alterar um contrato de distribuição de insumos, incluindo vacinas. Também indicou indícios de superfaturamento estimados em R$ 17 milhões.

O relatório registrou ainda que um funcionário da VTCLog sacou R$ 4,7 milhões em espécie desde 2018. Parte do dinheiro teria sido usada para pagar boletos pessoais de Roberto Ferreira Dias, então diretor de Logística do Ministério da Saúde.

Questionado sobre a viagem, Carlos Alberto de Sá disse que foi convidado por Willer e pagou as próprias despesas. Weverton afirmou que as viagens com o advogado, seu amigo e compadre, são privadas. Willer declarou ter amizade pessoal com Flávio e disse que custeou as viagens com recursos próprios. Flávio não respondeu aos questionamentos sobre o passeio e sua relação com os integrantes do grupo.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5