Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Política

PF identifica viagens de Flávio Bolsonaro com advogado investigado no caso do INSS

Registros apontam ao menos cinco viagens internacionais entre o senador e Willer Tomaz no primeiro semestre de 2025, incluindo um safári na África do Sul.

“Meu amigo Willer”: PF descobre safári feito por Flávio Bolsonaro com advogado investigado nas fraudes do INSS

A Polícia Federal identificou ao menos cinco viagens internacionais feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo advogado Willer Tomaz no primeiro semestre de 2025. Entre os destinos esteve a África do Sul, onde os dois participaram de um safári em março, acompanhados do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

A PF encontrou no celular e nos e-mails de Willer informações sobre deslocamentos, reservas, fotografias e aluguel de veículos. Uma das imagens mostra Flávio, Willer e Weverton em uma área de savana, ao lado de crianças e usando camisetas com animais africanos e a expressão “Big Five”.

Viagens e patrimônio compartilhado

Além dos deslocamentos ao exterior, Flávio e Willer passaram a compartilhar imóveis, aeronaves e participação em processos judiciais, conforme os registros analisados pelos investigadores.

Em abril de 2025, os dois viajaram para Portugal e retornaram no mesmo voo. Em maio, voltaram à Europa acompanhados das famílias, com passagens por Portugal e França.

Também foi localizada uma viagem aos Estados Unidos em janeiro de 2025. Flávio, a mulher e as duas filhas deixaram a Flórida com destino a Brasília em um jatinho da Prime You, junto de Willer e familiares dele. Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, foi sócio da empresa de aviação executiva. Willer afirmou ter contratado o serviço como cliente e disse desconhecer a participação de Vorcaro na sociedade.

Investigação sobre o INSS

Willer foi alvo de uma operação da PF no mês passado durante a apuração de suspeitas de desvios de aposentadorias. Segundo os investigadores, ele teria mantido empresas e operadores financeiros para lavar ou ocultar recursos. O advogado nega ser investigado por fraudes contra a Previdência.

O relatório que embasou as buscas no escritório de Willer, em Brasília, descreveu o advogado como um “hub financeiro, patrimonial e logístico” de pessoas investigadas. O documento cita empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos.

A PF também apontou um repasse de R$ 11 milhões de empresas ligadas a Willer para a mulher de Weverton. O senador foi alvo de uma operação em dezembro e nega irregularidades.

Flávio disse manter uma relação de amizade com Willer e afirmou que as viagens foram privadas, custeadas com recursos próprios e sem relação com função pública, contratos ou interesses de terceiros. O senador não informou se teve despesas pagas pelo advogado.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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