Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Universidades federais registram alta de 106% em licenciaturas desde 2024

Ministro Leonardo Barchini atribui parte do crescimento ao Pé-de-Meia Licenciatura, que paga bolsa durante a graduação.

Universidades federais registram alta de 106% em licenciaturas desde 2024
Foto: Arquivo

O número de estudantes em cursos de licenciatura nas universidades federais aumentou 106% desde 2024, afirmou o ministro da Educação, Leonardo Barchini. Ele relacionou parte do crescimento ao Pé-de-Meia Licenciatura, programa criado para atrair alunos com bom desempenho no Enem e apoiar a permanência deles na formação de professores.

A iniciativa oferece bolsa de R$ 1.050 durante a graduação, com parte do valor direcionada a uma poupança. Antes do programa, havia cerca de 5 mil estudantes com esse perfil no Brasil. No ano passado, o número chegou a quase 9 mil e voltou a crescer este ano, segundo o ministro.

“Essa questão da falta de interesse na licenciatura é um problema alastrado no mundo inteiro”, disse Barchini. Ele afirmou que a política busca preservar estudantes vocacionados e com alto rendimento no Enem, além de ampliar a presença deles em universidades federais, institutos e outras instituições públicas.

Bolsas e formação docente

Outra iniciativa mencionada foi o Pibid, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O programa tem mais de 80 mil bolsistas em todo o país. Conforme Barchini, o Pé-de-Meia Licenciatura e o Pibid, juntos, atendem a uma demanda de cerca de 80% por novos professores.

Ao falar sobre educação, o ministro também citou um estudo do Núcleo de Estudos Raciais do Insper, que estima em R$ 184 bilhões o benefício econômico potencial do Pé-de-Meia voltado ao ensino médio. Barchini defendeu que os recursos destinados à área sejam tratados como investimento, e não apenas como gasto.

O governo estuda ampliar o Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio. Atualmente, cerca de 60% dos alunos estão no programa, cujo custo chega a R$ 12 bilhões por ano. Para atender a todos, seriam necessários mais R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões anuais, segundo os cálculos apresentados pelo ministro.

Alfabetização e tempo integral

Na discussão sobre a valorização dos professores, Barchini citou a criação do Piso Nacional dos Professores, em 2008, e afirmou que ainda é preciso avançar. Ele também defendeu uma mobilização de governos, comunidade educacional e sociedade em defesa da escola.

O ministro afirmou que o Brasil chegou a 66% de crianças alfabetizadas até os oito anos no ano passado. A meta é atingir 80% até 2030, mas ele disse acreditar que o objetivo possa ser antecipado. Lula, segundo Barchini, cobra que o índice alcance 100%.

Para os próximos anos, o ministro apontou a melhoria da aprendizagem com equidade como prioridade. Ele citou avanços no acesso e na trajetória escolar e atribuiu parte da ampliação do financiamento à criação do Fundeb, nos últimos 20 anos.

A educação em tempo integral é uma das estratégias previstas. O Plano Nacional de Educação estabelece 50% das matrículas nessa modalidade em dez anos, até 2036. O Ministério da Educação pretende chegar a um percentual entre 60% e 65%. Atualmente, cerca de 25% das matrículas são em tempo integral, e a intenção é elevar essa proporção para até 60% nos próximos quatro anos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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