O Irã afirmou neste domingo, 6, ter atacado um drone naval dos Estados Unidos na região do Estreito de Ormuz. A declaração ocorreu após forças americanas bombardearem três petroleiros iranianos no Golfo.
A Guarda Revolucionária disse que atingiu um veículo militar de superfície não tripulado, operado remotamente pelos Estados Unidos, que tentava entrar em uma área protegida do estreito. O comunicado foi divulgado pela televisão estatal iraniana.
Antes disso, a força havia informado ataques contra três petroleiros que, segundo Teerã, faziam travessias não autorizadas pelo Estreito de Ormuz. O Irã também declarou ter atingido três embarcações americanas em outras regiões e recomendou que os demais navios evitassem rotas não autorizadas pelo país.
Ataques e ameaças
O comando militar dos Estados Unidos confirmou ataques contra petroleiros iranianos. Washington afirmou que dois navios foram “neutralizados permanentemente” e que um terceiro foi “completamente destruído”. De acordo com os militares americanos, as embarcações integravam uma rede clandestina que financiava a Guarda Revolucionária com bilhões de dólares.
Um dos navios estava perto da ilha de Kharg, onde fica o principal terminal petrolífero iraniano no Golfo. Outro navegava ao sul, próximo ao Estreito de Ormuz, e o terceiro estava no Golfo de Omã.
A Guarda Revolucionária confirmou que os três petroleiros foram atingidos e sofreram danos. A força classificou a operação americana como um “ato de desespero” diante do bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo e gás.
O Comando Central Khatam al-Anbiya, responsável pelas operações militares iranianas, ameaçou ampliar os ataques contra embarcações militares dos Estados Unidos caso as hostilidades continuem. O comando afirmou que as ofensivas poderão ficar mais intensas.
Os Estados Unidos lançaram novos bombardeios depois que um porta-aviões e um destróier americanos escaparam de ataques iranianos. O governo americano classificou as ações como não provocadas e informou que nenhum soldado ficou ferido.
O Irã respondeu com ataques contra bases americanas em países vizinhos do Golfo. A guerra começou em 28 de fevereiro, após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o território iraniano. O presidente americano, Donald Trump, chamou as ações de “bombardeios pontuais” e disse que se tratava de um “conflito militar”, não de uma guerra.
Washington anunciou novas sanções contra Teerã e mantém restrições aos portos iranianos. O Irã, por sua vez, mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz. Nenhum dos dois países demonstrou disposição para recuar.
O comandante do Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Brad Cooper, afirmou: “Se atacarem dois de nossos navios, cobraremos um preço ainda maior e atacaremos três dos deles”.
O conflito deixou milhares de mortos, elevou os preços do petróleo e abriu novas frentes no Oriente Médio. No Iêmen, confrontos entre forças governamentais e rebeldes houthis apoiados pelo Irã deixaram quase 200 mortos desde quinta-feira. No Líbano, ataques israelenses no sul do país mataram quatro pessoas na sexta-feira, segundo o Ministério da Saúde libanês.








