Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Presidente iraniano rejeita presença dos EUA como “policial regional” no Oriente Médio

Masoud Pezeshkian fez a declaração durante reunião com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, à margem da cúpula do Brics na Índia.

Presidente iraniano rejeita presença dos EUA como “policial regional” no Oriente Médio

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado, 12, que o Oriente Médio não precisa da atuação dos Estados Unidos como “policial regional”. A declaração ocorreu durante uma reunião com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, à margem da cúpula do Brics na Índia.

“Não precisamos de um policial regional: a integridade territorial e a segurança da região só podem ser garantidas pelos seus principais atores e pelos países que a compõem”, disse Pezeshkian.

A fala ocorre em meio à tensão envolvendo o controle do Estreito de Ormuz. A guerra já dura mais de seis meses, e o estreito continua bloqueado. Ofensivas contra navios provocaram aumento nos preços do petróleo.

Pressão antes das eleições americanas

A menos de dois meses das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o Irã intensificou o discurso contra o governo americano. Em Teerã, alguns cartazes pedem a morte de Trump, enquanto outros mostram caixões de soldados dos Estados Unidos.

O período eleitoral é visto pelo governo iraniano como uma oportunidade para explorar o que considera uma fragilidade americana e tentar remodelar a ordem regional a seu favor. O analista Thomas Juneau, professor da Universidade de Ottawa, afirmou que o Irã acredita estar vencendo a guerra e que os Estados Unidos estão perdendo, em um momento no qual não poderiam permitir uma escalada.

Teerã também assumiu o risco de uma retomada das hostilidades em larga escala. O conflito começou em 28 de fevereiro e incluiu 40 dias de bombardeios israelenses e americanos, até a trégua de abril.

Apesar da morte de várias autoridades no início da guerra e da chegada de um novo líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, que permanece longe dos holofotes, o Irã ampliou a estratégia de confronto com os Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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