O aeroporto internacional Soekarno-Hatta, principal terminal de Jacarta, suspendeu operações por algumas horas neste domingo devido à presença de cinzas vulcânicas do Monte Anak Krakatau. A interrupção afetou 33 voos, incluindo operações internacionais, informou o ministério do transporte da Indonésia.
A paralisação ampliou uma suspensão programada para ocorrer das 5h30 às 9h30 no horário local. O aeroporto comunicou a interrupção em uma rede social. Cinzas vulcânicas foram detectadas no terminal na manhã de domingo, enquanto o vulcão está em erupção desde a noite de sexta-feira.
A agência de mitigação de desastres da Indonésia informou no sábado que não havia risco iminente de tsunami provocado pelo vulcão.
Riscos para a aviação
Aeronaves não podem sobrevoar o espaço aéreo de regiões onde há vulcões em erupção. As cinzas podem danificar a estrutura dos aviões, bloquear sistemas de navegação, afetar janelas e antenas e provocar danos aos motores.
O material é formado por vidro vulcânico, cristais e outros fragmentos de rocha com menos de 2 mm. Em erupções explosivas, as cinzas podem alcançar a estratosfera, entre 10 a 20 km acima do vulcão, faixa que fica dentro da altitude de cruzeiro de aeronaves comerciais. Depois, são transportadas pelos ventos por muitos quilômetros.
Mike Galvin, chefe de operações da frota na Qantas Austrália, explicou que as cinzas podem derreter nas turbinas e bloquear sensores responsáveis por medir velocidade do ar e altitude. Isso pode produzir informações diferentes nos instrumentos de cada piloto. A visibilidade também pode cair por causa da opacidade dos para-brisas, além de haver contaminação do ar que entra na cabine.
O Anak Krakatau é considerado o “filho” do vulcão Krakatoa. Após incidentes com aeronaves envolvendo cinzas vulcânicas na década de 1980, a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), em colaboração com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), criou nove centros de aconselhamento de cinzas vulcânicas.
Esses centros acompanham a localização e o deslocamento das cinzas e reúnem dados de observatórios vulcânicos, satélites, webcams, relatos de pilotos e outras informações. O Darwin VAAC monitora áreas vulcanicamente ativas da Indonésia, de Papua Nova Guiné e do sul das Filipinas.








