Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Alentejo amplia práticas sustentáveis e reduz consumo de água na produção de vinho

Programa criado em 2015 reúne 730 empresas e estimula a integração entre vinhedos, biodiversidade e novas formas de cultivo.

Alentejo amplia práticas sustentáveis e reduz consumo de água na produção de vinho

A maior região vinícola de Portugal vem transformando a paisagem e os métodos de produção para reduzir o impacto ambiental dos vinhedos. No Alentejo, o cultivo de uvas passou a dividir espaço com sobreiros, oliveiras e pequenas florestas, enquanto ovelhas, morcegos e abelhas também integram as áreas de produção.

A estratégia combina preservação da biodiversidade e interesse econômico. Criada pela Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo (CVRA) em 2015, a pauta de sustentabilidade é coordenada por João Barroso, que relaciona as mudanças nas vinícolas à rentabilidade e às exigências de mercados, especialmente os países nórdicos.

Certificação e economia de recursos

Uma concorrência para a venda de vinhos na Noruega mostrou a diferença de valor associada à certificação. As garrafas sem o selo eram negociadas entre 1,5 euro e 1,9 euro, enquanto as certificadas alcançavam de 3,6 a 5,2 euros. A condição incluía garrafas com peso máximo de 420 gramas.

Entre 2020 e 2025, as vinícolas registraram redução no consumo de recursos naturais. A economia de água chegou a 65%, com média de 2,47 litros usados para produzir 1 litro de vinho. Antes do programa, eram 8 litros. A presença de matéria orgânica no solo aumentou de 1% para 4%, e soluções naturais passaram a ser usadas com frequência no controle de pragas.

Das 730 empresas que aderiram ao programa, 60% mantêm áreas destinadas à conservação da biodiversidade. Atualmente, 30 projetos, entre vinícolas, produtores de uva e viticultores, têm o selo de sustentabilidade. Eles representam 35% do volume de vinho elaborado no Alentejo.

Vinhas entre árvores

A Herdade do Esporão, projeto da família Roquete, tem quase 2.000 hectares na sub-região de Reguengos de Monsaraz. A área, inalterada desde o ano de 1267, possui 1.840 hectares, dos quais 441 são cultivados com vinhedos. Neles, são mantidas 41 uvas diferentes, enquanto o cultivo de oliveiras também foi ampliado.

Nesta safra, a propriedade prepara uma floresta de pinheiros para receber novas vinhas. “A ideia foi aproveitar as árvores para servir de guarda-sol”, afirma o enólogo José Luís Moreira da Silva, CEO do grupo. Moreto e trincadeira foram escolhidas para o projeto por estarem adaptadas à região.

Desde 2011, o Esporão mantém um vinhedo experimental com 189 uvas diferentes. A área permite acompanhar o desenvolvimento das variedades e sua adaptação às mudanças de clima. O resultado do cultivo entre os pinheiros ainda dependerá dos próximos anos, quando será possível avaliar o vinho produzido nesse sistema.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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