A inquietude, a agitação e a curiosidade foram características decisivas para a trajetória profissional de Dani, que hoje ocupa o cargo de diretora de marketing do banco digital PicPay. Depois de 25 anos de atuação na área, ela fala sobre os desafios e as responsabilidades da nova função.
No início da carreira em digital, Dani conta que não tinha experiência no segmento e questionou o chefe sobre a escolha de seu nome. A resposta foi que ninguém dominava completamente aquele campo, mas que ela tinha disposição para buscar conhecimento. Com o tempo, ela passou a reconhecer essas características como parte do caminho que construiu.
Diversidade de ideias
Na gestão de equipes, Dani defende a presença de profissionais com opiniões diferentes. Para ela, trabalhar apenas com pessoas que pensam da mesma forma limita os caminhos possíveis. “Eu preciso de alguém que me dê aquelas incomodadas”, afirma. Na avaliação dela, é desse confronto de ideias que surgem composições de maior sucesso.
Além do trabalho no setor financeiro, Dani realiza mentorias profissionais. Nos grupos de mulheres, procura abordar principalmente a insegurança e a dificuldade de reconhecer a própria capacidade. Ela afirma que muitas mulheres acreditam não ser suficientes e defende que o enfrentamento desse obstáculo pode contribuir para um mercado de trabalho melhor.
Ao falar sobre suas referências, Dani diz que os pais não se lembram dos grandes projetos que entregaram, mas das pessoas e de suas histórias. Por isso, imagina que, quando chegar aos 80 anos, também guardará as histórias de quem conheceu. Nas mentorias, busca compartilhar parte do que aprendeu.
Autoconfiança e independência
A primeira orientação de Dani para quem deseja entrar no mercado é confiar na própria capacidade, evitar julgamentos excessivos e dizer o que quer, mesmo sem dominar tudo. Segundo ela, o conhecimento pode ser construído ao longo do caminho.
Ela também destaca a independência financeira, aprendizado associado à história de sua família. Dani lembra que o avô morreu cedo e deixou a avó paterna em uma situação difícil, mas ela conseguiu seguir adiante. Para Dani, ser independente não significa ter muito dinheiro, e sim conseguir se manter sem depender de outra pessoa. “Esse é o máximo possível da liberdade”, conclui.








