A Faculdade Sírio-Libanês e a Stanford University, dos Estados Unidos, vão realizar um estudo-piloto para avaliar o uso da plataforma Clinical Mind AI no ensino de medicina. A pesquisa examinará a viabilidade e a aceitação da ferramenta por docentes da instituição brasileira, além de sua contribuição para o desenvolvimento do raciocínio clínico dos estudantes.
A plataforma usa inteligência artificial para criar e explorar casos que reproduzem situações de atendimento a pacientes. Os alunos analisam os cenários e praticam decisões clínicas em um ambiente estruturado de aprendizagem. O acordo também prevê pesquisas sobre a aplicação da tecnologia na formação de futuros médicos.
Como será a pesquisa
Cinco docentes da Faculdade Sírio-Libanês participarão da primeira etapa. O estudo vai considerar a precisão das simulações de pacientes, a usabilidade da ferramenta e possíveis barreiras para sua adoção. Também serão analisados os indicadores que os professores consideram relevantes para avaliar o raciocínio clínico dos estudantes.
A Stanford ficará responsável pela condução da pesquisa, pela coleta e análise dos dados e pela produção dos resultados científicos. A instituição brasileira afirma que o acordo é inédito entre escolas médicas do país.
Para Christian Valle Morinaga, pesquisador principal e coordenador do curso de Medicina da Faculdade Sírio-Libanês, a colaboração aproxima inovação, ciência e formação médica. “A tecnologia não substitui o professor, o contato com o paciente ou a experiência assistencial”, afirma. Segundo ele, a ferramenta amplia as oportunidades de treinamento, reflexão e desenvolvimento dos estudantes.
A parceria estabelece ainda uma estrutura para a criação de novas frentes de pesquisa entre as duas instituições. Entre os resultados previstos estão relatórios, publicações científicas e divulgação conjunta. A expectativa é que estudantes possam aplicar conhecimentos adquiridos em novas atividades e que docentes obtenham informações para incorporar ferramentas de inteligência artificial às práticas educacionais.
Denise Greff, gerente de Ensino da Faculdade Sírio-Libanês, afirma que a parceria “fortalece nossa vocação para pesquisa e inovação em educação médica”.









