Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Cistos de tênia no cérebro são associados a alucinações em paciente filipina

Mulher de 52 anos tinha dores de cabeça, delírios visuais e dificuldades cognitivas; tratamento reduziu os cistos e eliminou os sintomas.

Cistos de tênia no cérebro são associados a alucinações em paciente filipina
Foto: Roberto J. Galindo/Wikimedia Commons

Uma mulher filipina de 52 anos foi diagnosticada com neurocisticercose depois de passar quatro meses com dores de cabeça e alucinações visuais intermitentes. Exames identificaram cistos espalhados pelo cérebro, muitos deles com escólex, a estrutura correspondente à cabeça da tênia do porco (Taenia solium).

Além de relatar que via animais e pessoas que não estavam presentes, a paciente tinha dificuldade para nomear objetos, repetir palavras e seguir comandos simples. A equipe médica chegou a considerar um transtorno psiquiátrico, mas os problemas cognitivos levaram à realização de uma investigação mais ampla.

Um eletroencefalograma apresentou atividade cerebral anormal e levantou a possibilidade de que as alucinações estivessem relacionadas a convulsões. Foram os exames de imagem, porém, que mostraram a presença dos cistos e permitiram chegar ao diagnóstico de neurocisticercose, uma infecção do sistema nervoso central causada pelo alojamento de larvas da tênia do porco no cérebro.

Possível origem da infecção

O caso foi relatado em julho deste ano por médicos do Jose R. Reyes Memorial, em Manila, nas Filipinas. A paciente afirmou não saber o que era a doença nem onde ou como havia sido infectada.

A tênia do porco pode causar uma infecção intestinal, conhecida como teníase, quando a pessoa ingere carne crua ou mal cozida contaminada. A neurocisticercose ocorre de outra forma: a ingestão de ovos microscópicos do parasita permite que eles eclodam no intestino. As larvas podem entrar na corrente sanguínea e migrar para outros tecidos, inclusive o cérebro.

Uma forma comum de transmissão é a fecal-oral. Pessoas com infecção intestinal eliminam ovos nas fezes, que podem chegar a alimentos, água ou superfícies quando há higiene inadequada das mãos. No ano anterior à infecção, a paciente havia frequentado centros de evacuação construídos para abrigar a população durante desastres naturais. De acordo com os médicos, as condições de saneamento e o manuseio de alimentos nesses locais eram precários, apontando-os como a provável origem do contágio.

O tratamento utilizou antiparasitários como albendazol e praziquantel. Um mês depois, os sintomas haviam desaparecido. Novos exames mostraram redução dos cistos e o desaparecimento dos pontos característicos.

A neurocisticercose pode ser fatal. A morte dos parasitas pode provocar inchaço no cérebro, enquanto os cistos podem bloquear o fluxo do líquido cefalorraquidiano e causar convulsões.

No mundo, 50 milhões de pessoas já foram infectadas pela tênia do porco ou pela tênia do boi (Taenia saginata). A prevenção envolve o cozimento completo da carne, higiene pessoal, saneamento básico e controle da criação de animais em ambientes higienizados.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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