Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Saúde

Anvisa veta T36 e proíbe importação individual de tirzepatida do Paraguai

Produto sem registro sanitário era anunciado nas redes sociais e não poderá ser armazenado, vendido, transportado ou usado no Brasil.

Anvisa veta T36 e proíbe importação individual de tirzepatida do Paraguai

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a circulação da T36, marca de tirzepatida fabricada no Paraguai e oferecida no Brasil sem registro sanitário. A medida impede também que pacientes tragam o produto de outro país para uso próprio em território nacional.

A decisão alcança o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a exportação, a importação, a propaganda, o transporte e o uso da T36. Segundo a agência, o medicamento já era importado e aparecia em anúncios nas redes sociais. Mesmo quando destinado ao consumo individual e sem finalidade comercial, o ingresso do produto no país continua irregular.

A Anvisa afirma que o registro sanitário é obrigatório para a circulação de medicamentos no Brasil. Por meio desse procedimento, o órgão avalia a segurança e a eficácia dos produtos comercializados no território nacional.

Antes da T36, a agência já havia proibido pelo menos nove marcas de tirzepatida produzidas no Paraguai: Lipoless, Tirzec, Gluconex, Tirzedral, Slimex MD, Slimex, Rapha, Synedica e TG.

Canetas de GLP-1

A tirzepatida ganhou popularidade com o Mounjaro, em meio à expansão das chamadas canetas emagrecedoras de GLP-1. Ozempic e Wegovy também pertencem a esse grupo, mas são produzidos com semaglutida.

A Anvisa proibiu ainda a venda de canetas de GLP-1 em um site que oferecia os produtos no Brasil. Conforme a agência, os medicamentos não têm autorização no país. Os anúncios informavam que o princípio ativo seria a retatrutida, substância sem registro em nenhum país do mundo.

A agência alertou que produtos comprados fora de farmácias e drogarias não têm garantia de procedência, composição ou conservação, o que pode comprometer a qualidade, a segurança e a eficácia dos medicamentos.

O sistema de farmacovigilância da Anvisa apura, até o momento, 46 mortes relacionadas ao uso de tirzepatida. A agência afirma não ser possível saber quantos casos envolvem medicamentos irregulares, porque produtos sem registro não podem ser rastreados por procedência ou lote.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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