Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Urna eletrônica de 2026 usa 4 GB de RAM e armazenamento SSD

Modelo UE2022 tem processador Intel Atom, sistema baseado em Linux e recursos próprios para segurança e votação.

Urna eletrônica de 2026 usa 4 GB de RAM e armazenamento SSD
Foto: TSE

A urna eletrônica UE2022, modelo mais recente da Justiça Eleitoral, utiliza processador Intel Atom, 4 GB de memória RAM e armazenamento SSD no padrão M.2. Apesar de reunir componentes conhecidos em computadores pessoais, o equipamento foi desenvolvido para executar exclusivamente as funções do processo eleitoral.

Nas Eleições Gerais de 2026, serão utilizadas 563.910 urnas eletrônicas para atender mais de 158,7 milhões de eleitoras e eleitores. Quatro modelos estarão em operação: UE2022, UE2020, UE2015 e UE2013. As duas versões mais novas representam 77% do total.

Especificações da UE2022

A UE2022 conta com processador Intel Atom E3940 de 1,60 GHz, 4 GB de RAM DDR3L e gráficos integrados Intel Graphics 500. O armazenamento interno é feito por uma unidade SSD M.2 de 4 GB instalada em um soquete.

O equipamento também possui perímetro criptográfico certificado pela ICP-Brasil e componentes dedicados à segurança. Entre eles estão uma bateria de lítio-ferro-fosfato de 9 Ah, uma impressora térmica com conexão USB criptografada e um leitor biométrico HID DP5360 que utiliza comunicação protegida. A urna tem ainda uma fonte de energia inteligente.

A ficha técnica não significa que o equipamento funcione como um computador convencional. A urna não foi criada para navegar na internet, instalar programas ou executar jogos. Seu hardware atende às necessidades específicas da votação, enquanto o sistema e os mecanismos de proteção são desenvolvidos para o ambiente eleitoral.

Sistema operacional e votação

O sistema operacional atual é baseado em Linux e integra o Uenux, plataforma criada pelo Tribunal Superior Eleitoral para unificar o software das diferentes gerações de urnas. O projeto surgiu depois das Eleições 2006, quando a manutenção de sistemas distintos, entre eles versões do VirtuOS e do Windows CE, passou a ser um desafio para a equipe técnica.

A mudança foi implementada nas Eleições 2008, quando o Uenux passou a equipar todas as urnas utilizadas no país. Desde então, a plataforma recebe adaptações para acompanhar novos equipamentos e incorporar mecanismos de segurança, auditoria e funcionamento da votação.

O principal programa usado pelo eleitor é o Software de Votação, conhecido como Vota. Ele permite informar os números dos candidatos, conferir nomes e fotografias e confirmar as escolhas. O programa também produz os arquivos necessários para a totalização e o Boletim de Urna, documento com o resultado da seção eleitoral.

Nas urnas mais recentes, o Boletim de Urna pode ser consultado por QR Code. Antes da instalação, o TSE prepara o sistema e os dados da seção eleitoral por meio do Gedai-UE, utilizado pelos técnicos dos tribunais regionais eleitorais para instalar o Uenux, os dados de candidatos e as informações dos eleitores.

Por que a capacidade é limitada

A urna prioriza processamento suficiente, baixo consumo de energia, durabilidade, segurança, controle do ambiente de execução e possibilidade de auditoria. Por isso, os 4 GB de RAM e os 4 GB de armazenamento não devem ser comparados diretamente com a capacidade de smartphones, notebooks ou computadores domésticos.

Em tese, um equipamento com configuração semelhante poderia executar jogos antigos e leves, como Stardew Valley, Tibia e Counter-Strike 1.6. Na urna, porém, o sistema é fechado e voltado exclusivamente ao registro e à apuração dos votos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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