Nas eleições de 2026, os principais institutos de pesquisa não realizarão levantamentos de boca de urna. A decisão segue o que ocorreu em pleitos recentes e também na eleição presidencial de 2022.
A divulgação desse tipo de pesquisa costumava marcar o fim da tarde dos domingos de votação no Brasil. Os levantamentos são feitos com eleitores depois da votação e buscam indicar tendências antes da apuração oficial.
Motivos para a ausência
Um dos fatores apontados é a curta validade das informações. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a divulgar os resultados oficiais pouco depois do fechamento das urnas, marcado para as 17 horas. Com isso, o intervalo em que uma pesquisa de boca de urna teria utilidade fica reduzido.
O custo elevado para realizar esse tipo de levantamento também pesa na decisão dos institutos. Em 2022, os principais institutos já haviam descartado a realização das pesquisas.
A pesquisa de boca de urna, quando feita como levantamento eleitoral, é regular. Ela não deve ser confundida com a conduta popularmente chamada de boca de urna, que consiste em tentar convencer, influenciar ou arregimentar eleitores a votar em determinado candidato no dia da eleição. Essa prática é proibida pelo TSE.
A apuração dos votos de 2026 será acompanhada após o encerramento da votação, com a divulgação dos resultados oficiais pelo tribunal.








