Londrina, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Política

Semipresidencialismo separaria funções de presidente e primeiro-ministro

Modelo defendido por Augusto Cury prevê que o governo dependa do apoio da maioria do Congresso Nacional.

Como funciona o semipresidencialismo, proposto por Augusto Cury

O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, defendeu a adoção do semipresidencialismo durante o debate sobre sistemas de governo nas eleições de 2026. Nesse modelo, as funções de chefe de Estado e de chefe de governo seriam exercidas por pessoas diferentes, com a criação do cargo de primeiro-ministro.

No presidencialismo em vigor no Brasil, o presidente eleito acumula as duas atribuições. Ele representa o país perante outras nações e também conduz a execução do plano de governo apresentado nas urnas, em articulação com o Congresso Nacional, responsável por propor e aprovar leis.

Como funcionaria o modelo

No semipresidencialismo, o presidente continuaria sendo eleito pela população e manteria a função de chefe de Estado. Também caberia a ele indicar o primeiro-ministro, mas a escolha teria de considerar a composição do Congresso Nacional. O indicado precisaria estar alinhado à maioria dos deputados e senadores.

Com isso, a força parlamentar do Legislativo definiria o programa de governo implementado. O presidente teria mandato fixo e outros poderes previstos para a chefia de Estado. Já o primeiro-ministro não teria mandato determinado: permaneceria no cargo enquanto contasse com apoio dos parlamentares e poderia ser retirado por eles a qualquer momento.

Dependendo das regras adotadas, integrantes do Congresso também poderiam ser destituídos. Em situações de grave crise institucional, instabilidade política ou impasse na governabilidade, o presidente poderia receber o poder de dissolver o Parlamento.

Os defensores do semipresidencialismo afirmam que a troca do chefe de governo facilitaria a solução de crises de confiança e de apoio no Congresso. No presidencialismo, uma crise desse tipo pode levar a processos de impeachment.

Apoio e histórico

Além de Augusto Cury, declararam apoio à mudança para o semipresidencialismo ou para o parlamentarismo o ex-presidente Michel Temer, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

Há mais de 30 anos, os eleitores brasileiros foram consultados em plebiscito sobre a manutenção do presidencialismo ou a adoção do parlamentarismo. O presidencialismo venceu com quase 70% dos votos válidos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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