O PT vai defender, em uma resolução política, a adoção de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta, que já era debatida internamente, passou a contar com o apoio da cúpula do partido em meio à crise envolvendo a corte e à pressão sobre a campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão foi discutida em reunião da direção petista e apresentada nesta quinta-feira (10) pelo presidente da legenda, Edinho Silva. O partido também começou a tratar de mudanças no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com a possibilidade de ampliar a presença da sociedade civil nesses órgãos de fiscalização.
“Estamos falando de ampliação do CNMP [Conselho Nacional do Ministério Público], ampliação do CNJ [Conselho Nacional de Justiça], para que a sociedade civil tenha mais assentos nos órgãos que fiscalizam. E também a questão de mandatos para as cortes”, afirmou Edinho.
Ainda não há definição sobre a duração dos mandatos. “É abrir o debate de mandatos, nós não detalhamos”, disse o dirigente.
A discussão ocorre após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de informações de uma investigação sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master. Conforme as informações apresentadas no caso, Moraes teria sido consultado por Vorcaro sobre uma possível fuga do país antes de sua prisão. Também foi mencionado um contrato de R$ 131 milhões entre o banco e o escritório de advocacia de Viviane Barci, mulher de Moraes.
Na reunião, os petistas ainda discutiram como recuperar a iniciativa na campanha presidencial. Integrantes do partido avaliaram, em conversas reservadas, que Lula vinha permanecendo na defensiva. Edinho defendeu que a legenda retome a reforma do Poder Judiciário, apresentada como uma bandeira antiga do PT.
Também houve defesa de uma campanha mais combativa na disputa com o bolsonarismo, incluindo respostas mais rápidas aos ataques dos adversários.








