Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Guimarães diz que adiamento no STF favorece estratégia do PT contra Flávio

Ministro afirma que julgamento sobre investigação de Moraes recolocou a disputa eleitoral no ponto de partida e mira ampliar rejeição a Flávio.

Guimarães diz que adiamento no STF favorece estratégia do PT contra Flávio
Foto: Wilton Junior/Estadão

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o adiamento do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes foi favorável à estratégia eleitoral do PT. Segundo ele, a campanha do partido pretende agora desconstruir a imagem de Flávio Bolsonaro e ampliar a rejeição ao adversário.

“O resultado de ontem [no STF] foi bom, o jogo agora volta ao zero”, disse Guimarães. O ministro avaliou que a decisão não prejudica o debate da campanha, porque as discussões devem voltar a se concentrar em temas eleitorais até outubro.

Declaração de Lula sobre Moraes

Guimarães evitou comentar diretamente a declaração de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Moraes. Em entrevista nesta quarta-feira, 16, o presidente afirmou que o ministro do STF teve papel importante na defesa da democracia em 2022 e citou sua atuação como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição em que Lula venceu.

“Eu acho que o Moraes prestou um serviço à democracia”, declarou Lula. O presidente também disse que Moraes conhecia a tentativa de Bolsonaro de destruir a credibilidade da urna eletrônica.

Questionado sobre se a fala poderia reforçar a percepção de proximidade entre Lula e Moraes, Guimarães não respondeu diretamente. Ele reiterou que a campanha petista deverá abordar outros assuntos, sem concentrar o debate na crise do STF.

Julgamento foi interrompido

O STF adiou na terça-feira, 15, a análise do pedido de investigação contra Moraes. A sessão foi interrompida durante o exame de questões preliminares.

Gilmar Mendes defendeu que o caso fosse analisado junto com um pedido de investigação contra André Mendonça. Dois ministros acompanharam essa posição, enquanto outros quatro votaram pela manutenção dos julgamentos separados. Flávio Dino pediu vista, o que adiou a conclusão por até 90 dias.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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