O empresário Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB, desistiu da candidatura à Presidência da República. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (1º), em uma nota publicada no Instagram, na qual afirmou renunciar por “motivos técnicos, jurídicos e pessoais”.
Nascido em Anápolis, em Goiás, Avalanche declarou que não apoiará nenhum dos demais candidatos. Segundo ele, nenhum representa seu grupo. O comunicado também menciona, sem identificar nominalmente, um adversário chamado de “cidadão da pseudodireita” e atribui a esse candidato envolvimento em episódios relacionados a rachadinha, corrupção e ao Banco Master.
A referência é a Flávio Bolsonaro (PL), que aparece empatado com Lula (PT) na disputa presidencial. Avalanche afirmou ainda que a maior parte do núcleo central da campanha desse adversário teve participação direta ou indireta com o banco. A nota termina com a frase “2028 é logo ali”.
Situação do nome na urna
Esta seria a primeira candidatura de Avalanche. Ele preside o PRTB desde fevereiro de 2024 e, naquele ano, coordenou a campanha de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo. O plano inicial da legenda era lançar Marçal à Presidência, mas o empresário ficou inelegível após condenações por irregularidades cometidas na eleição de 2024.
Também em 2024, Avalanche foi associado, em um áudio, a relações com o crime organizado e à soltura de André do Rap, apontado como chefe do PCC. Ele nega publicamente qualquer vínculo com a facção.
Pelas regras do TSE, o PRTB não pode mais apresentar um substituto. A legislação permite o registro de outro candidato dentro de dez dias após o fato que abriu a vaga, mas exige que o pedido seja feito até 20 dias antes da eleição. Esse prazo terminou em 14 de setembro. A exceção é a morte do candidato, quando a troca pode ocorrer nos 20 dias anteriores ao pleito, desde que respeitado o limite de dez dias após o óbito.
Por isso, o nome de Avalanche continuará na urna no domingo (4). A renúncia precisa ser formalizada por documento datado e assinado, encaminhado à Justiça Eleitoral para homologação. A nota não informa se o pedido já foi protocolado. Se a renúncia for homologada, a candidatura será considerada inapta, e os votos recebidos serão nulos.








