Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Operação Eredità investiga elo entre PCC e mafiosos italianos no tráfico de cocaína

A Polícia Federal cumpre prisões, buscas e bloqueios patrimoniais contra estrutura ligada ao envio de drogas para a Europa.

Operação Eredità investiga elo entre PCC e mafiosos italianos no tráfico de cocaína
Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 17, a Operação Eredità para investigar uma estrutura criminosa transnacional formada pela ligação entre integrantes do PCC e mafiosos italianos. O grupo é suspeito de participar do envio de pelo menos 4,6 toneladas de cocaína da América do Sul para a Europa.

A operação cumpre sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. Também foram determinadas medidas patrimoniais, como sequestro de imóveis e bloqueio de bens, valores em contas bancárias e aplicações financeiras de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Cooperação entre Brasil e Itália

A ação conta com a Equipe Conjunta de Investigação firmada entre Brasil e Itália entre 2020 e 2025. Participam da apuração a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, pelo lado brasileiro, e o Departamento Anticrime de Turim do Raggruppamento Operativo Speciale Carabinieri, além do Ministério Público de Turim, pelo lado italiano.

Um dos alvos é o advogado Patrick Raasch Cardoso. Na decisão, o juiz Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre, da 14.ª Vara Federal de Curitiba, afirma que o advogado, usando sua condição profissional, “levava instruções do cárcere aos operadores externos e a lideranças de facções criminosas como o PCC”. O magistrado também classificou os crimes investigados como “de elevada gravidade”.

Investigações anteriores

Segundo a Polícia Federal, a apuração foi aprofundada a partir das operações Retis e Spiderweb, que identificaram a associação de integrantes responsáveis pela logística de exportação de cocaína. O caso também deriva das operações Samba e Mafiusi, realizadas no Brasil e na Itália em 10 de dezembro de 2024.

Os investigadores relacionaram a estrutura criminosa a pelo menos onze apreensões feitas entre 2019 e 2020, que somaram mais de 4,6 toneladas de cocaína destinadas a diferentes países europeus. A PF também identificou uma estrutura financeira usada para movimentar, ocultar e dissimular recursos do tráfico internacional.

Os investigados podem responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme a responsabilidade de cada um, além de outros crimes que venham a ser identificados.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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