Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Mensagens de Vorcaro mostram tentativa de conter investigação sobre o Master

Diálogos e depoimento ampliam a crise envolvendo o banqueiro, a Polícia Federal e autoridades do Supremo Tribunal Federal.

Mensagens de Vorcaro mostram tentativa de conter investigação sobre o Master
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes indicam que o banqueiro tentou obter a intervenção do ministro junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para interromper as investigações sobre o banco Master.

Em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de ser preso pela primeira vez, Vorcaro perguntou a Moraes se seria possível reverter o avanço das apurações. O banco é suspeito de operar uma fraude financeira estimada em R$ 12 bilhões. “Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei? Muita sacanagem isso”, escreveu o banqueiro.

A pressão ocorreu antes de Vorcaro acusar, sem apresentar provas, a Polícia Federal de ter recusado uma proposta de delação premiada para proteger Andrei Rodrigues. A acusação foi feita em depoimento prestado no último dia 27 ao gabinete do ministro André Mendonça.

A oitiva foi solicitada pela defesa de Vorcaro, que alegou que ele vinha sendo ameaçado por policiais. O depoimento ocorreu no mesmo dia em que o banqueiro seria ouvido por videoconferência pela Polícia Federal em outro inquérito. A corporação não participou da oitiva.

Até o momento, a Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) não divulgaram manifestação pública de apoio a Andrei Rodrigues. As entidades também não se posicionaram desde o início dos atritos entre a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal nos casos Master e INSS.

Em outra frente, Andrei Rodrigues enviou ao Supremo Tribunal Federal seis relatórios de inteligência sobre André Mendonça. Os documentos foram produzidos desde o início de agosto, quando os atritos entre os dois ministros se intensificaram, e entregues em papel a Alexandre de Moraes.

O ofício, protocolado às 14h55 da última quarta-feira, 2, informou que o envio atendia a uma ordem de Moraes no inquérito das fake news. Os relatórios registram que não têm valor probatório nem podem ser usados como acusação. O material foi produzido para uso interno do diretor-geral da Polícia Federal e não tinha a intenção de ser incluído em processo.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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