O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que agentes externos podem ter participado da elaboração de um relatório da Polícia Federal sobre sua suposta relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Para Moraes, a presença de estrangeiros indicaria uma tentativa de interferência nas eleições brasileiras.
Na defesa apresentada ao Supremo, o ministro questiona o prazo informado para a produção do documento. Segundo ele, o relatório teria sido elaborado em 72h, período que considera impossível para o conteúdo apresentado. Moraes também afirma que os metadados mostram que o arquivo foi aberto e concluído no mesmo dia, em um computador da PF.
A partir desses registros, o ministro sustenta que o material pode ter sido produzido fora da corporação e apenas encaminhado à Polícia Federal. “Os metadados comprovam que o relato não foi produzido efetivamente pela Polícia Federal, mas sim por agentes externos”, escreveu Moraes no ofício.
O plenário do STF se reúne nesta terça-feira (15) para decidir se será aberta uma investigação contra o ministro. O caso está relacionado a informações obtidas pela PF durante a apuração envolvendo o Banco Master.
Relatórios da Polícia Federal indicaram que Vorcaro teria enviado mensagens a Moraes para solicitar intervenção em favor da instituição financeira e ajuda para evitar medidas contra o banco. Moraes nega qualquer conversa com o empresário e diz que nunca lhe enviou mensagens.
O ministro também classificou o pedido de investigação como uma “farsa incriminatória” e acusou André Mendonça de agir com finalidade político-eleitoral. Na defesa, afirmou que a tentativa de associá-lo ao caso se apoia em anotações encontradas no bloco de notas do celular de uma terceira pessoa.








