Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Política

Articulação em Minas combina Marília Campos e Aécio para o Senado

Voto casado “Marécio” reúne candidatos do PT e do PSDB em uma estratégia para conter nomes da direita na disputa mineira.

Articulação em Minas combina Marília Campos e Aécio para o Senado
Foto: Luci Sallum/PMC e Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Aécio Neves voltou à disputa eleitoral e será o único candidato ao Senado na chapa de Alexandre Kalil (PDT), que concorre ao governo de Minas. A mudança ocorreu após as desistências de Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT), integrantes da coligação entre o PDT e a Federação PSDB-Cidadania.

A retomada da candidatura ocorre em meio à divulgação do voto casado “Marécio”, que associa Aécio à ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT). A proposta é estimulada por um movimento do campo progressista e busca fortalecer os dois nomes mais bem posicionados na disputa, reduzindo o espaço de candidatos da direita.

Marília aparece na liderança em todos os cenários apresentados. Aécio ocupava a segunda colocação na última ocasião em que seu nome foi incluído nos levantamentos.

Disputa entre campos políticos

Entre os nomes da direita estão Domingos Sávio, deputado do PL ligado à família Bolsonaro; Carlos Viana (PSD), senador que apresenta o melhor desempenho nesse grupo; e Marcelo Aro (PP), ex-secretário do governo de Romeu Zema (Novo). Aro rompeu com o ex-governador e candidato à Presidência.

A articulação aproxima PT e PSDB, partidos que foram adversários históricos. As campanhas de Marília e Aécio avaliam positivamente a movimentação em Minas Gerais, terceiro maior colégio eleitoral do país.

Relação e rejeição

Aécio e Marília mantêm uma relação construída a partir de convergências no Estado desde 2005. Naquele período, Aécio governava Minas Gerais, enquanto Marília havia sido eleita, em 2004, a primeira mulher prefeita de Contagem. Ela foi reeleita em 2008. Aécio havia sido eleito governador em 2002 e conquistou um novo mandato em 2006.

Aécio é amplamente conhecido em Minas, mas também registra a maior rejeição entre os nomes avaliados, em torno de 52%, conforme levantamento do Datafolha de julho. Marília é menos conhecida no Estado e aparece com a segunda maior rejeição, associada ao desempenho do PT em Minas.

Aécio havia anunciado que não concorreria a cargos eletivos depois de 40 anos de mandatos. Ele retornou ao cenário eleitoral após as renúncias de Galassi e Heringer.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5