MINAS GERAIS — Aécio Neves voltou à disputa eleitoral e será o único candidato ao Senado na chapa de Alexandre Kalil (PDT), que concorre ao governo de Minas. A mudança ocorreu após as desistências de Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT), integrantes da coligação entre o PDT e a Federação PSDB-Cidadania.
A retomada da candidatura ocorre em meio à divulgação do voto casado “Marécio”, que associa Aécio à ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT). A proposta é estimulada por um movimento do campo progressista e busca fortalecer os dois nomes mais bem posicionados na disputa, reduzindo o espaço de candidatos da direita.
Marília aparece na liderança em todos os cenários apresentados. Aécio ocupava a segunda colocação na última ocasião em que seu nome foi incluído nos levantamentos.
Disputa entre campos políticos
Entre os nomes da direita estão Domingos Sávio, deputado do PL ligado à família Bolsonaro; Carlos Viana (PSD), senador que apresenta o melhor desempenho nesse grupo; e Marcelo Aro (PP), ex-secretário do governo de Romeu Zema (Novo). Aro rompeu com o ex-governador e candidato à Presidência.
A articulação aproxima PT e PSDB, partidos que foram adversários históricos. As campanhas de Marília e Aécio avaliam positivamente a movimentação em Minas Gerais, terceiro maior colégio eleitoral do país.
Relação e rejeição
Aécio e Marília mantêm uma relação construída a partir de convergências no Estado desde 2005. Naquele período, Aécio governava Minas Gerais, enquanto Marília havia sido eleita, em 2004, a primeira mulher prefeita de Contagem. Ela foi reeleita em 2008. Aécio havia sido eleito governador em 2002 e conquistou um novo mandato em 2006.
Aécio é amplamente conhecido em Minas, mas também registra a maior rejeição entre os nomes avaliados, em torno de 52%, conforme levantamento do Datafolha de julho. Marília é menos conhecida no Estado e aparece com a segunda maior rejeição, associada ao desempenho do PT em Minas.
Aécio havia anunciado que não concorreria a cargos eletivos depois de 40 anos de mandatos. Ele retornou ao cenário eleitoral após as renúncias de Galassi e Heringer.








