CONTAGEM — O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou neste sábado (19) que o brasileiro não está interessado na eleição e tem como principal preocupação fechar as contas do mês. A declaração ocorreu durante um ato em Contagem (MG), a 15 dias do primeiro turno.
Questionado sobre como pretende crescer nas pesquisas, Zema disse que manterá a estratégia adotada até agora. Ele afirmou que o eleitor deve prestar mais atenção aos candidatos apenas perto da votação. “O brasileiro não está nem um pouco interessado em política, em eleição”, disse.
O candidato também afirmou que a prioridade atual é pagar as despesas. Ao comparar o cenário com 2018, quando venceu a disputa pelo governo de Minas Gerais, declarou: “O que o brasileiro quer hoje é pagar a conta dele, que ele não tá dando conta”.
Propostas para empreendedores
Ao falar sobre microempreendedores, Zema defendeu a redução da burocracia para a formalização de negócios e do chamado custo Brasil, com destaque para a taxa de juros. Ele comparou o crédito oferecido no país ao disponível na Europa, na Ásia e na América do Norte.
O candidato propôs um modelo em que o empreendedor começa a operar e só depois passa pela fiscalização do Estado. Como exemplo, afirmou que uma lanchonete poderia abrir e ser fiscalizada posteriormente. Se o estabelecimento não estivesse adequado, seria fechado.
Trabalho para adolescentes
Zema voltou a defender a ampliação das possibilidades de trabalho para adolescentes de 14 e 15 anos. Pela proposta, estudantes com boa frequência e aproveitamento escolar receberiam autorização da escola para trabalhar quatro horas por dia, com jornada maior nas férias.
A Constituição proíbe o trabalho de menores de 16 anos, exceto na condição de aprendiz a partir dos 14. O candidato criticou o programa Jovem Aprendiz por considerá-lo restrito a estudantes do Sistema S ou de escolas habilitadas. Ele não informou se a proposta exigiria mudança constitucional.
Dívida de Minas Gerais
Sobre a dívida de Minas Gerais com a União, Zema afirmou que faria, se eleito, um recálculo do valor devido pelos estados. Segundo ele, parte do montante corresponde a juros sobre juros. O candidato também disse que a dívida foi herdada de gestões anteriores a 2018 e que não assinou empréstimos enquanto governou o estado.







