Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Justiça determina retirada de publicações de Filipe Barros contra promotora

Decisão liminar atende ação por danos morais apresentada por Susana Lacerda, da 4ª Promotoria de Justiça de Londrina.

Justiça do Paraná manda deputado excluir posts contra promotora de Londrina
Foto: Divulgação

A Justiça do Paraná determinou que o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) retire de suas redes sociais publicações contra Susana Lacerda, promotora da 4ª Promotoria de Justiça de Londrina. A ordem foi dada em caráter liminar, dentro de uma ação de indenização por danos morais movida pela promotora.

Na decisão, o juiz Jamil Riechi Filho afirmou que a liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não autoriza violações a direitos ou garantias individuais. O magistrado determinou a exclusão dos conteúdos publicados pelo parlamentar.

As manifestações ocorreram depois de Lacerda enviar à Procuradoria-Geral da República uma notícia-crime contra Barros. O procedimento tratava de uma acusação de descumprimento de medidas sanitárias preventivas ao coronavírus. Como o deputado tem foro privilegiado, a investigação só poderia tramitar no Supremo Tribunal Federal. O caso, porém, foi arquivado.

Em uma publicação no Twitter, Barros afirmou que Londrina sofria por causa dos “devaneios autoritários de uma promotora de justiça desequilibrada”. Também relacionou a promotora ao aumento de moradores de rua, à ideologia de gênero nas escolas e ao desemprego em massa. As declarações foram repudiadas pela Associação Paranaense do Ministério Público, que apontou desconhecimento sobre as atribuições constitucionais e legais da instituição.

Defesa do deputado

Barros disse que ainda não havia sido notificado da ação e classificou a medida judicial como uma tentativa de censura. Ele alegou que a Constituição garante imunidade parlamentar para a expressão de opiniões. O deputado também sustentou que a reação de Lacerda à expressão usada por ele confirmaria, na avaliação dele, os próprios devaneios mencionados.

As acusações contra Barros foram encaminhadas à PGR após manifestações a favor do governo lideradas por ele em Londrina, em 15 de março.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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