Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Disputa por duas vagas ao Senado em São Paulo opõe aliados de Lula e Tarcísio

Quatro candidatos aparecem tecnicamente empatados na liderança, enquanto desistência de Ricardo Salles altera a disputa na reta final.

Disputa por duas vagas ao Senado em São Paulo opõe aliados de Lula e Tarcísio
Foto: Daniel Teixeira/Estadão e Werther Santana/Estadão

A eleição para as duas vagas de São Paulo no Senado chega ao domingo, 4, marcada pelo equilíbrio entre quatro candidatos ligados a grupos políticos de Lula e Tarcísio de Freitas. Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) aparecem embolados nas pesquisas, em uma disputa considerada imprevisível.

Pesquisa Atlas/Estadão (SP-06906/2026), divulgada neste sábado, 3, aponta Derrite com 25,9% dos votos válidos, seguido por Prado, com 24,2%, e Tebet, com 22,2%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados na primeira colocação. Marina tem 21,5% e também está em empate técnico com Prado e Tebet.

Ao todo, 13 candidatos concorrem às duas vagas. Guto Schiavetto (Missão) aparece com 2,6%, enquanto os demais candidatos somam 3,7%.

Alianças e mudanças na campanha

Tarcísio montou uma chapa com André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa, e Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública e deputado federal. Prado recebeu apoio da família Bolsonaro e manteve associação política com o governador durante o mandato. A Justiça Eleitoral suspendeu uma propaganda do candidato do PL por participação considerada excessiva de Tarcísio.

No grupo ligado a Lula, Simone Tebet mudou seu domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo, deixou o MDB e ingressou no PSB. A definição da chapa também envolveu Márcio França, que desistiu da candidatura ao Senado para ser vice de Fernando Haddad (PT). Com isso, Marina Silva ficou com a segunda vaga do grupo.

Ricardo Salles (Novo) desistiu da candidatura a menos de uma semana da votação. O nome dele, porém, estará nas urnas, porque o sistema de votação foi fechado antes da desistência. Eventuais votos serão considerados nulos.

Durante a campanha, Salles atacou Marina e Tebet, chamadas por ele de “forasteiras”, e também criticou André do Prado. Em um dos debates, Derrite afirmou que votaria “um milhão de vezes” em Salles, mas declarou que seu segundo voto seria em Prado por lealdade ao grupo.

Disputa pelo controle político

A eleição é vista como um teste para a força de Tarcísio em São Paulo. Se Prado e Derrite forem eleitos, o governador repetirá o feito de Franco Montoro, que em 1986 levou ao Senado Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso, ambos do então PMDB.

Desde então, nas eleições com duas vagas em disputa, os governadores conseguiram eleger pelo menos um aliado, mas nunca os dois. A exceção foi 2018, quando Márcio França não elegeu nenhum de seus candidatos.

No período da redemocratização, Lula conseguiu eleger dois candidatos com seu apoio em disputas de duas vagas no estado: Aloizio Mercadante (PT), em 2002, e Marta Suplicy (PT), em 2010. Marina e Tebet, porém, não concorrem pelo PT e também buscaram diálogo com o eleitorado de centro.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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