Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Decisões de Moraes e Mendonça sobre a PF expõem divergências no STF

Ministros afastaram ou impediram a posse de chefes da Polícia Federal em episódios ocorridos durante os governos Bolsonaro e Lula.

Decisões de Moraes e Mendonça sobre a PF expõem divergências no STF
Foto: Antonio Augusto/STF

Em seis anos, o comando da Polícia Federal foi atingido por duas decisões de afastamento ou impedimento no Supremo Tribunal Federal. A mais recente foi assinada por André Mendonça nesta terça-feira, 8, contra Andrei Rodrigues. A outra ocorreu em 2020, quando Alexandre de Moraes barrou a posse de Alexandre Ramagem na direção-geral da corporação.

Mendonça justificou o afastamento de Rodrigues pela existência de “arapongagem”, descrita como espionagem ilegal. O ministro também afirmou que um relatório apócrifo da PF, divulgado por Moraes, prejudicou investigações do caso Master no Supremo.

Decisão sobre Ramagem

Em abril de 2020, Moraes impediu a posse de Ramagem sob o argumento de que havia risco de interferência na Polícia Federal e violação aos princípios de impessoalidade, moralidade e interesse público. A decisão foi proferida horas antes de o delegado assumir o cargo, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro.

Ramagem teria André Mendonça como superior. Naquele momento, Mendonça se preparava para deixar a Advocacia-Geral da União e assumir o Ministério da Justiça. Os dois tomariam posse na mesma cerimônia, mas apenas Mendonça participou do ato. No discurso, ele afirmou que Bolsonaro era um “profeta no combate à criminalidade”.

Para fundamentar a decisão, Moraes citou declarações de Sergio Moro, que havia deixado o Ministério da Justiça apontando interferência de Bolsonaro na PF. Em entrevista coletiva realizada na sexta-feira, 24/4/2020, Moro disse que o presidente havia informado a futura indicação de Ramagem e mencionado a possibilidade de “interferência política” na instituição.

O governo Bolsonaro não recorreu da decisão e manteve Ramagem na chefia da Agência Brasileira de Inteligência. Posteriormente, Ramagem e Bolsonaro foram condenados pelo Supremo na trama golpista. O ex-diretor da Abin está foragido nos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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