Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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CNJ aplica pena que pode levar à perda do cargo de desembargador do Maranhão

Antônio Pacheco Guerreiro Júnior foi punido por irregularidades na obra do Fórum de Imperatriz; perda definitiva depende de decisão do STF.

CNJ aplica pena que pode levar à perda do cargo de desembargador do Maranhão

O Conselho Nacional de Justiça decidiu, por unanimidade, aplicar ao desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior a pena de disponibilidade com perda do cargo. A medida está relacionada a irregularidades na construção do Fórum de Imperatriz, no Maranhão, incluindo problemas no projeto básico, falhas em licitações, superfaturamento e desvios na execução da obra, iniciada em 2013, quando ele presidia o Tribunal de Justiça do Maranhão.

A decisão não retira imediatamente o cargo do magistrado. O processo será encaminhado à Advocacia-Geral da União, que deverá levar ao Supremo Tribunal Federal o pedido de perda definitiva da função. Guerreiro Júnior está afastado das atividades jurisdicionais desde 2023.

A defesa declarou que aguardará a publicação do acórdão para analisar as medidas cabíveis e afirmou que o desembargador é inocente.

Investigações sobre decisões judiciais

Guerreiro Júnior também é investigado pela Polícia Federal em apurações sobre um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão. O nome dele aparece nas operações 18 Minutos e Inauditus.

A Operação 18 Minutos foi deflagrada em agosto de 2024 para investigar suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Judiciário maranhense. Além de Guerreiro Júnior, foram afastados Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Everton Chaves e Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa. Os quatro negam a prática de ilícitos.

Em julho de 2025, o Ministério Público Federal denunciou os quatro desembargadores, dois juízes de primeiro grau e outros 23 investigados. Conforme a Procuradoria, o grupo teria participado de um esquema de corrupção e de liberação irregular de alvarás judiciais, com prejuízo estimado em R$ 50 milhões.

A denominação da operação está ligada a um caso em que, segundo a Polícia Federal, transcorreram apenas 18 minutos entre a expedição de uma ordem judicial para liberar valores e o saque do dinheiro.

A investigação também reúne a delação premiada do empresário Maurílio Ramalho de Oliveira. Em depoimento à Polícia Federal, ele descreveu negociações que teria mantido com Guerreiro Júnior. No relato reproduzido pela corporação, o desembargador teria recebido mais de R$ 1 milhão e cerca de 2 mil hectares de terras em troca de decisões favoráveis aos interesses do grupo.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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