SÃO PAULO — O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu mudanças na composição e no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) durante agenda na sede da RECORD. Ele também pediu que os eleitores rejeitem candidatos que apareçam em uma lista de nomes ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao falar sobre as investigações envolvendo o Banco Master, Cury defendeu que o julgamento previsto no STF seja público, aberto e televisionado. O candidato pediu ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e aos demais integrantes que levem o caso até as últimas consequências. Também cobrou agilidade para que o processo seja concluído antes das eleições.
“Quem está na lista de Vorcaro não merece o seu voto, seja quem for”, afirmou Cury.
Propostas para o Supremo
Na reforma defendida pelo candidato, dois terços dos ministros do STF seriam magistrados de carreira. Os demais integrantes viriam do Ministério Público e da advocacia. Cury também criticou a duração atual dos mandatos e propôs que ministros nomeados aos 50 anos permaneçam por oito anos, em vez de ingressarem aos 40 ou 41 anos e permanecerem até os 75.
Cury também defendeu o fim da reeleição para presidentes. Na avaliação dele, o mecanismo “flerta com o comunismo”.
Sobre a Operação Dark Horse, o candidato afirmou que o deputado federal e também candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) precisa prestar mais esclarecimentos. Ele defendeu a punição de todos os envolvidos, sem exceções, e questionou a experiência profissional do adversário.
O candidato avaliou que, em um eventual segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro, o petista venceria com ampla vantagem. Para Cury, esse seria o cenário desejado por Lula, enquanto sua própria candidatura representaria uma ameaça política ao presidente.
Críticas à polarização
Em publicação nas redes sociais, Cury criticou a concentração do debate político em Lula, Flávio Bolsonaro e na crise do STF. Ele relacionou a atenção aos escândalos envolvendo mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro e disse que outros problemas do país estavam sendo deixados de lado.
Entre as prioridades citadas estão os feminicídios e a situação de jovens que não trabalham nem estudam. Cury afirmou que uma mulher é morta pelo parceiro ou marido a cada cinco ou seis horas e mencionou a existência de 6,7 milhões de jovens nessa condição.
O candidato ainda propôs fortalecer micro e pequenas empresas e estabeleceu como meta que o Brasil alcance pelo menos 10 milhões de microempresas nos próximos anos. Também sugeriu dividir o BNDES em duas instituições: uma voltada a pequenos e microempresários e outra destinada a grandes empresas.








