Renan Santos pediu a saída de ministros do Supremo Tribunal Federal, do diretor-geral da Polícia Federal e do procurador-geral da República durante um ato em celebração ao Sete de Setembro, realizado em frente ao Obelisco, no parque Ibirapuera.
O candidato do Missão defendeu a saída de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF; Andrei Rodrigues, da Polícia Federal; e Paulo Gonet, da Procuradoria-Geral da República. No evento, Renan também leu um manifesto com críticas ao “estado de coisas” que levou à proporção tomada pelo escândalo do Banco Master.
Críticas a Augusto Cury
Renan criticou o crescimento de Augusto Cury, do Avante, nas pesquisas de intenção de voto. Para ele, o avanço representa a “ascensão da covardia”. O candidato afirmou ainda que eleitores atraídos pelo que chamou de “discurso vazio” do adversário entrariam em um “ciclo de Rivotril”.
Ao comentar o desempenho de Cury, Renan declarou: “As pessoas estão viciadas no erro”. Escritor de livros de autoajuda, Cury aparece em terceiro lugar na pesquisa Quaest divulgada na semana passada. Ele registrou 10% das intenções de voto nos dois cenários avaliados e cresceu oito pontos em relação à rodada anterior.
O crescimento também foi registrado pelo Datafolha. Com a alta, Cury ultrapassou concorrentes que se apresentavam como alternativas a Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL, entre eles o próprio Renan Santos. Os candidatos do PT e do PL continuam polarizando a disputa.
Declarações de Kim Kataguiri
O deputado federal Kim Kataguiri, do Missão-SP, pediu a prisão de Moraes e criticou os demais candidatos à Presidência, com exceção de Renan, por não demonstrarem, segundo ele, a independência necessária para reforçar a cobrança.
Kim também criticou Toffoli, que havia suspendido a campanha digital de Renan na semana passada e depois recuado. “É libertador saber que, se a Polícia Federal me acordar às 6 da manhã, não vai ser porque eu estou trocando mensagem com o Vorcaro, vai ser porque eu estou batendo no Dias Toffoli”, afirmou.
Durante uma entrevista, a militância vaiou um jornalista da Rádio Bandeirantes que perguntou sobre propostas para o eleitorado feminino. Renan interrompeu a reação e disse que a pergunta era válida.








