Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Venezuela libera sites de notícias, mas 194 páginas continuam bloqueadas

Conatel anunciou a retirada de veículos da lista de censura; ONG afirma que 84 sites jornalísticos ainda estão impedidos no país.

Venezuela libera sites de notícias, mas 194 páginas continuam bloqueadas

Diversos sites de notícias que estavam bloqueados há anos na Venezuela foram liberados, informou nesta quinta-feira, 17, a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel). A agência reguladora anunciou o restabelecimento do acesso a plataformas e veículos de mídia digital nacionais e internacionais.

A medida foi divulgada horas antes da retomada das negociações entre o governo interino e a oposição, previstas para ocorrer em Caracas. O diálogo, patrocinado pelos Estados Unidos, tem como objetivo promover uma transição política. A liberdade de expressão está entre os temas da mesa, que terá sua segunda rodada após a primeira reunião, realizada em agosto.

Sites retirados da lista de bloqueios

O NTN24 confirmou que seu endereço voltou a ser acessível no território venezuelano por diferentes operadoras, sem a necessidade de VPN, uma conexão criptografada. Também foram retirados da lista de censura os veículos venezuelanos El Nacional, Efecto Cocuyo e El Pitazo.

A ONG de direitos digitais VE Sin Filtro verificou o acesso a 10 sites em diferentes provedores de internet. Apesar da liberação, a entidade informou que pelo menos 194 sites continuam bloqueados na Venezuela, entre eles 84 veículos de notícias.

Dinorah Figuera, chefe da delegação da oposição, classificou a decisão como um avanço inicial e defendeu a liberação permanente de todos os veículos ainda impedidos. “Muitos veículos de comunicação ainda estão faltando e todos precisam ser restaurados integralmente e permanentemente”, afirmou.

O desbloqueio foi recomendado horas antes pelo Programa para a Paz e a Coexistência Democrática, organização não governamental criada pela presidente interina Delcy Rodríguez. O programa informou que a proposta surgiu após consultas com diferentes setores da mídia.

Jornalistas e organizações não governamentais denunciam há anos que o bloqueio de sites é uma forma de censura. O governo de Nicolás Maduro nega essa acusação. Maduro também enfrenta acusações de tráfico de drogas em um tribunal de Nova York.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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