Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Apoiadores de María Corina Machado cobram retorno à Venezuela

Caravanas ocorreram em vários estados após tentativas frustradas de entrada da líder opositora, que está exilada no Panamá.

Apoiadores de María Corina Machado cobram retorno à Venezuela
Foto: @mariacorinamachado via Instagram

Apoiadores de María Corina Machado realizaram carreatas no domingo em diferentes regiões da Venezuela para exigir o retorno da líder da oposição. As mobilizações foram convocadas pelo partido Vente Venezuela e reuniram centenas de pessoas nos estados de Barinas, Miranda e Táchira.

Machado tentou entrar no país na terça-feira, partindo do Panamá, onde está exilada, mas foi impedida em três ocasiões por vias marítima e aérea, conforme fontes de seu partido. Pessoas próximas à opositora afirmam que o retorno já foi barrado sete vezes.

Em Barinas, uma das manifestações teve a participação de veículos e motocicletas. “Estamos esperando por ela. Venha, María Corina, o povo está esperando por você!”, disse Leandro González, sapateiro. Em Táchira, Rubén Monasterios, integrante do Vente Venezuela, afirmou que o retorno da líder “deve ocorrer imediatamente”.

O partido denunciou também a prisão de Fernando Torrealba, dirigente regional detido por oficiais da Guarda Nacional na manhã de domingo, durante uma manifestação em Zulia. Em Maracaibo, capital do estado, o dirigente opositor Juan Pablo Guanipa cobrou a volta de Machado e a convocação de eleições presidenciais.

Pressão por eleições

Machado deixou a clandestinidade em dezembro para viajar à Noruega e receber o Prêmio Nobel da Paz. Depois de uma breve passagem pelos Estados Unidos, mudou-se para a Cidade do Panamá. No sábado, durante um fórum virtual sobre democracia, declarou: “Vou voltar muito em breve ao meu país”.

Analistas avaliam que os Estados Unidos vetam o retorno da opositora após a captura do presidente Nicolás Maduro em uma operação militar em janeiro. O presidente Donald Trump declarou apoio ao trabalho de Delcy Rodríguez, que exerce a presidência interina sob pressão, enquanto Machado permaneceu fora das articulações de Washington.

Diferentes setores da oposição defendem eleições na Venezuela sem Maduro. Rodríguez afirmou recentemente à Assembleia Geral da ONU que haverá eleições, mas não informou a data. O segundo ciclo de negociações entre o governo interino e a oposição foi concluído esta semana, com patrocínio dos Estados Unidos, para tratar da transição e de futuras eleições.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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