CARACAS — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a divulgar um vídeo sobre a operação militar que sequestrou o presidente venezuelano Nicolás Maduro. A montagem reúne imagens do ataque em Caracas, declarações de autoridades americanas e falas anteriores de Maduro, apresentando a ação como demonstração da disposição de Washington de impor decisões pela força.
O vídeo começa com declarações de Maduro antes da operação de janeiro. “Venham me buscar” e “Estou aqui esperando por vocês, covardes” são reproduzidas antes das cenas noturnas do ataque militar de 3 de janeiro. Na sequência, aparecem integrantes do governo americano e o secretário de Estado, Marco Rubio.
Rubio afirma que o presidente americano não se limita a fazer declarações públicas. “Não brinquem. Não desafiem este presidente, porque isso não vai acabar bem”, diz o secretário de Estado na gravação. A fala não identifica outro país ou governante como alvo específico da advertência.
A sequência apresentada no vídeo associa o desafio de Maduro às imagens da ação militar e à declaração de Rubio. Com isso, a publicação usa o sequestro do presidente venezuelano para destacar a política externa de Trump e a disposição da Casa Branca de recorrer à força para atingir seus objetivos.
Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram sequestrados por forças militares americanas em 3 de janeiro de 2026 e levados aos Estados Unidos. Os dois enfrentam acusações criminais. A operação atingiu Caracas e provocou uma disputa sobre a legalidade do uso da força americana em território venezuelano.
Depois do sequestro, Trump declarou que os Estados Unidos pretendiam conduzir temporariamente os rumos da Venezuela e explorar suas reservas de petróleo. Na terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente voltou a reivindicar a operação. Ele disse que a incursão ocorreu “sob minha direção” e afirmou que Washington passou a trabalhar com autoridades venezuelanas.
A republicação do vídeo, três dias depois do discurso, retomou o mesmo episódio como resultado da gestão de Trump.








