Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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As escolhas e os desafios que marcaram a vida de Teresa de Calcutá

Da formação religiosa ao trabalho em Calcutá, a trajetória de Teresa incluiu décadas de dúvidas espirituais e uma congregação global.

As escolhas e os desafios que marcaram a vida de Teresa de Calcutá

A trajetória de Santa Teresa de Calcutá combinou uma atuação pública dedicada aos mais pobres com experiências íntimas de dúvida religiosa. Embora suas cartas privadas tenham revelado períodos em que se sentia distante de Deus, ela continuou o trabalho de oração e serviço que marcou sua vida.

Da infância balcânica à vida religiosa

Anjezë (Agnes) Gonxhe Bojaxhiu nasceu em 1910, em Skopje, então parte do Império Otomano e hoje capital da Macedônia do Norte. De família albanesa, era a mais nova de cinco filhos; dois morreram na infância.

Aos 12 anos, Teresa sentiu o chamado para servir os pobres. Aos 18, deixou a família e entrou no Instituto da Bem-Aventurada Virgem Maria, conhecido como Irmãs de Loreto, uma ordem irlandesa. A intenção era atuar na Índia, e ela nunca mais voltou a morar com a família imediata.

Ao chegar à Abadia de Rathfarnham, na Irlanda, escolheu o nome Teresa em homenagem a Santa Teresinha de Lisieux, freira francesa do século XIX conhecida como a Pequena Flor. A religiosa associava sua espiritualidade à simplicidade e ao chamado Pequeno Caminho.

A professora que fundou uma congregação

Teresa chegou a Calcutá, na Índia, em 6 de janeiro de 1929. Depois de fazer os primeiros votos em 1931, foi enviada à comunidade Loretto Entally, onde lecionou na Escola St. Mary's Bengali Medium para meninas. Em 1937, fez os votos finais como freira de Loreto e retomou as funções na escola. Sete anos depois, em 1944, tornou-se diretora.

Em 10 de setembro de 1946, durante uma viagem de trem, Teresa teve a experiência que mais tarde descreveria como um chamado dentro de um chamado. Nas semanas e nos meses seguintes, recebeu inspiração para criar uma comunidade voltada aos mais pobres.

A mudança não ocorreu imediatamente. Em agosto de 1948, deixou o convento de Loreto e fez um breve treinamento médico com as Irmãs Missionárias Médicas, em Patna. Em dezembro, voltou a Calcutá e permaneceu temporariamente com as Irmãzinhas dos Pobres. Nesse período, trabalhou nas favelas, atendendo doentes e moribundos. Em 7 de outubro de 1950, as Missionárias da Caridade foram oficialmente estabelecidas.

Expansão e reconhecimento

A congregação ganhou também ramificações voltadas a homens e sacerdotes. Os Irmãos Missionários da Caridade foram fundados em 1963, enquanto os Padres Missionários da Caridade surgiram em 1984. Teresa ainda criou grupos para leigos, como os Colaboradores de Madre Teresa e os Colaboradores Doentes e Sofredores.

Em 1979, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Teresa pediu que o dinheiro do banquete tradicional fosse destinado aos pobres e usou a ocasião para defender a dignidade da vida humana e a proteção dos nascituros.

Uma obra presente em vários países

As Missionárias da Caridade têm hoje 754 casas em 138 países e pouco mais de 5.000 freiras. O alcance da congregação se consolidou enquanto Teresa enfrentava uma profunda escuridão interior, descrita em cartas privadas como a sensação de distância de Deus.

Teresa de Calcutá foi declarada santa pela Igreja Católica há 10 anos. A festa litúrgica dedicada a ela é celebrada em 5 de setembro.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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