Londrina, Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Sánchez antecipa eleições na Espanha para tentar ampliar apoio no Parlamento

Primeiro-ministro marcou a votação para 29 de novembro após derrotas legislativas e dificuldades para aprovar medidas de habitação.

Sánchez antecipa eleições na Espanha para tentar ampliar apoio no Parlamento

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta segunda-feira (5) a convocação de eleições gerais antecipadas para 29 de novembro. A decisão busca ampliar sua sustentação política depois de impasses no Parlamento e da rejeição de propostas do governo para enfrentar a crise habitacional.

As medidas foram barradas por parlamentares de direita na semana passada. A derrota provocou manifestações de movimentos por moradia em diferentes partes do país e levou Sánchez a defender uma nova maioria legislativa para manter sua agenda.

“Precisamos renovar o apoio das pessoas”, declarou o premiê em pronunciamento televisionado. Ele também afirmou que pretende conquistar uma maioria progressista maior para superar interesses estabelecidos e avançar em políticas sociais e ambientais.

A convocação ocorre em um cenário desfavorável ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que aparece atrás da oposição de direita na maior parte das pesquisas eleitorais. Um crescimento do Partido Popular (PP), com o apoio do Vox, poderia abrir caminho para que a extrema direita chegasse ao governo central espanhol pela primeira vez desde a redemocratização posterior à morte de Francisco Franco.

Sánchez reconheceu que seu governo cometeu erros e não cumpriu parte das promessas feitas aos eleitores. “Também sei que parte dessa maioria social está insatisfeita hoje”, afirmou. O primeiro-ministro disse que disputará a eleição para manter a Espanha como “um bastião de abertura, justiça social e responsabilidade ambiental”.

Oposição vê chance de assumir o governo

O PP reagiu ao anúncio com a publicação da expressão “FINALMENTE” na rede X. O líder conservador Alberto Núñez Feijóo defendia a dissolução do Parlamento e a realização de eleições antecipadas.

Santiago Abascal, líder do Vox, adotou cautela diante do desempenho favorável à direita nas pesquisas. “As pesquisas disseram a mesma coisa em 2023, e Sánchez conseguiu formar uma maioria com todos os seus cúmplices”, afirmou à emissora Antena 3.

A decisão foi tomada após o enfraquecimento das alianças que sustentam o governo. Sánchez está no poder há oito anos por meio de coalizões que reuniram partidos de esquerda, esquerda radical, nacionalistas regionais e setores independentistas. O PSOE, porém, não obteve sozinho maioria parlamentar suficiente em suas vitórias eleitorais recentes.

O Executivo também não aprova um novo Orçamento desde 2023. Em 2023, após perdas socialistas em eleições regionais e municipais, Sánchez permaneceu no cargo por meio de acordos com diferentes partidos. Entre eles esteve uma anistia para lideranças do movimento independentista da Catalunha, em troca de apoio parlamentar.

A habitação ganhou espaço central na estratégia do governo. Segundo o economista Lorenzo Bernaldo de Quirós, presidente da consultoria Freemarket Corporate Intelligence, o tema criou uma oportunidade política para o premiê. Ele também citou denúncias de corrupção envolvendo integrantes do PSOE e a pressão causada pela questão migratória em Ceuta.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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