MOSCOU — O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, descartou a possibilidade de Londres pagar reparações pela participação no tráfico de escravizados. A declaração foi dada nesta segunda-feira, 28 de setembro.
A posição foi apresentada após a informação de que países do Caribe poderiam levar o Reino Unido à Corte Internacional de Justiça (CIJ). O objetivo seria cobrar reparações pelo tráfico de escravizados. Líderes caribenhos também pretendem discutir o assunto na cúpula da Commonwealth prevista para novembro, com a participação esperada do rei Charles III.
“Não acho que as reparações sejam a resposta”, disse Miliband ao Politico. O chanceler condenou o tráfico de escravizados, que classificou como um fenômeno “terrível”, mas afirmou estar concentrado em desafios atuais. Entre as prioridades citadas estão o apoio a países afetados pela pobreza, pelo endividamento e pelas mudanças climáticas.
Em 2023, Patrick Robinson, então principal juiz da CIJ, declarou que o Reino Unido não poderia continuar ignorando os apelos por reparações de países afetados pelo tráfico transatlântico de escravizados.
Um estudo da consultoria norte-americana Brattle Group calculou que o Reino Unido deveria pagar US$ 24 trilhões em reparações aos países afetados.








