Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Mel produzido no Himalaia pode causar intoxicação e risco de morte

Conhecido como mel louco, o produto concentra grayanotoxina e é vendido na internet sem alertas claros sobre seus riscos.

Mel produzido no Himalaia pode causar intoxicação e risco de morte

O chamado mel louco, produzido no Nepal por abelhas gigantes do Himalaia, está à venda pela internet em diferentes países e pode provocar intoxicações graves. A substância responsável pelos efeitos é a grayanotoxina, uma toxina natural que interfere nos sinais elétricos do coração e pode levar à queda acentuada da pressão arterial.

A produção é feita pela abelha-das-falésias do Himalaia, ou abelha gigante do Himalaia (Apis laboriosa), considerada a maior espécie de abelha do mundo. As colmeias ficam em paredões rochosos de até 4.000 metros de altitude. As abelhas coletam néctar de flores de rododendro, que contêm grayanotoxina. A substância se concentra no mel.

Efeitos e tratamento

Uma quantidade pequena, de cerca de uma colher de chá, pode causar sensação de calor e tontura leve. O consumo de algumas colheres de sopa pode provocar bradicardia severa, náusea, vômito, desmaio e redução da pressão arterial.

Nos quadros mais graves, há risco de colapso cardiovascular e necessidade de hospitalização imediata. O tratamento costuma incluir soro intravenoso e atropina, medicamento usado para normalizar o ritmo do coração.

A concentração da toxina varia conforme a região e o período da colheita. Na primavera, quando os rododendros florescem com maior intensidade, o mel tende a apresentar níveis mais altos de grayanotoxina, elevando o risco de intoxicação.

Venda pela internet

Entre os povos Gurung, no Nepal, o produto é consumido há séculos em rituais e como remédio natural para hipertensão e disfunção sexual. O conhecimento sobre as doses consideradas seguras, porém, não acompanha necessariamente o mel comercializado online.

Em plataformas internacionais, o produto é anunciado como “superalimento” ou “produto psicoativo”, e muitos vendedores não informam claramente os riscos. Há relatos de consumidores na Coreia do Sul, na França e no Catar que foram hospitalizados após ingerir o mel sem saber de sua toxicidade.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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