Londrina, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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Irã amplia rotas terrestres com a China diante de bloqueio naval dos EUA

Comércio por ferrovias e estradas cresceu dez vezes, mas a rede iraniana ainda não absorve toda a carga antes transportada pelo mar.

Irã amplia rotas terrestres com a China diante de bloqueio naval dos EUA

O Irã ampliou as conexões ferroviárias e terrestres com a China para manter o comércio exterior diante do bloqueio naval dos Estados Unidos. As trocas realizadas por essas rotas cresceram dez vezes, enquanto a rede ferroviária tem capacidade técnica estimada entre 300 mil e 400 mil barris de petróleo por dia.

Os dados foram apresentados pelo parlamentar iraniano Meisam Zohourian em 29 de setembro. O plano inclui a ativação de três corredores ferroviários, a ampliação dos portos situados no norte do país e a criação de trajetos alternativos para o transporte de mercadorias.

A capacidade mencionada para o petróleo representa o potencial da infraestrutura, e não um volume de exportação já atingido. Zohourian também afirmou que as ferrovias ainda não conseguem transportar toda a carga que anteriormente era movimentada por rotas marítimas.

Ferrovias operam com vagões vazios

O fluxo de mercadorias é desequilibrado: a maior parte dos produtos transportados pelas conexões ferroviárias corresponde a importações para o mercado iraniano. Por isso, os trens costumam fazer o percurso de volta sem carga, reduzindo o aproveitamento da estrutura e elevando o custo das viagens.

O aumento das exportações por ferrovia pretende ocupar esse espaço e dividir as despesas entre os dois sentidos do trajeto. A expansão das rotas, contudo, exige ajustes para receber um volume maior de produtos enviados pelo Irã.

A proposta prevê que caminhões e trens sejam usados inicialmente para levar petróleo e consolidar corredores comerciais alternativos. Esses caminhos poderão fundamentar a construção de oleodutos no futuro, caso estudos confirmem a viabilidade financeira das estruturas. Não há indicação de obras concluídas ou em andamento.

Restrições atingem portos iranianos

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou o bloqueio naval em 13 de abril, depois do fracasso das negociações de paz em Islamabad, no Paquistão. A medida limita a circulação de embarcações e o desembarque de cargas nos principais portos do Irã, afetando o escoamento de petróleo.

Registros alfandegários iranianos mencionaram cerca de 1.300 remessas da China com componentes para mísseis e drones destinados ao Irã, entre janeiro e o fim de junho. O material incluía peças eletrônicas para sistemas de orientação e veículos não tripulados, entregues ao Ministério da Defesa iraniano no mesmo dia do anúncio do cessar-fogo de abril.

Também foram citadas remessas de componentes para drones superiores a US$ 6 milhões e a elevação dos voos cargueiros chineses para o Irã ao longo do último ano. As informações foram divulgadas em 23 de setembro.

A estratégia ferroviária e terrestre busca diversificar o transporte e diminuir a dependência dos portos submetidos às restrições americanas, embora a capacidade disponível permaneça inferior ao volume anteriormente movimentado por via marítima.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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