Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Explosões perto do aeroporto de Riade provocam alerta aéreo

Fumaça atingiu depósito da Aramco, voos foram afetados e moradores receberam ordem para permanecer em casa durante a madrugada.

Explosões perto do aeroporto de Riade provocam alerta aéreo
Foto: Handout/Planet Labs/AFP

Explosões durante a madrugada deste sábado, 19, acionaram um alerta aéreo em Riade pela primeira vez desde a retomada dos combates no Iêmen entre os houthis e o governo apoiado pela Arábia Saudita. Fumaça e chamas foram observadas perto do aeroporto internacional da capital saudita, que registrou perturbações durante a manhã.

Correspondentes da AFP viram um depósito da petroleira estatal Aramco em chamas nas proximidades do aeroporto. Equipes de bombeiros tentavam controlar o incêndio. Moradores também relataram uma coluna densa de fumaça na região.

Durante a manhã, vários voos foram cancelados ou atrasados, informou o site Flightradar24. À tarde, o tráfego aéreo havia retornado ao normal. As autoridades sauditas não divulgaram informações sobre as explosões nem responderam aos pedidos de comentários. Os houthis não reivindicaram nenhuma ação nas horas seguintes.

Alerta aos moradores

Pouco antes das 3h00 locais, uma mensagem enviada aos telefones dos moradores afirmou que a região estava sob ameaça aérea e recomendou que todos permanecessem em casa. O horário correspondia a 21h00 de sexta-feira no horário de Brasília.

Um morador de 27 anos disse que ouviu o alarme e sentiu as janelas tremerem. Outro residente, do centro de Riade, afirmou que ficou angustiado porque o sinal de fim do alerta não chegou imediatamente.

Imagens da emissora estatal do Irã mostraram o que seriam drones lançados contra alvos dos Estados Unidos nas bases de Al-Kharj e Al-Adiri, na Arábia Saudita. O texto também registra ataques com drones contra alvos americanos na Arábia Saudita e no Kuwait, sem apresentar confirmação independente sobre os danos.

Combates no Iêmen

A retomada do conflito aumentou os ataques houthis contra a Arábia Saudita. Os combatentes pró-Irã controlam grande parte do Iêmen e, nesta semana, foram acusados por Riade de atacar Meca. O grupo classificou a acusação como mentira.

Até então, a maior parte dos ataques havia sido direcionada a instalações petrolíferas e bases militares no sul ou na costa do Mar Vermelho, sem atingir a capital saudita.

A guerra começou em 2014, quando os houthis tomaram Sanaa e outras regiões. Em março de 2015, uma intervenção militar liderada pela Arábia Saudita foi iniciada. Uma trégua alcançada em 2022 foi rompida em julho.

Neste mês, os houthis tomaram a costa do Mar Vermelho e passaram a controlar o Estreito de Bab el-Mandeb. Nas últimas horas, confrontos entre os combatentes pró-Irã e as forças governamentais deixaram 48 mortos: 17 soldados do exército e 31 combatentes houthis, de acordo com fontes militares dos dois lados.

A ONU calcula que mais de 112 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas desde a retomada dos combates. Quase 3 mil fugiram pelo mar em direção ao Djibouti, na outra margem do Estreito de Bab el-Mandeb.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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