Os Estados Unidos deixaram formalmente o Conselho de Direitos Humanos da ONU e encerraram sua condição de membro, informou a agência WANA nesta sexta-feira (18). A decisão ocorreu um dia depois de uma missão independente das Nações Unidas apontar fundamentos para acreditar que um ataque contra uma escola em Minab, no Irã, poderia configurar crime de guerra.
O Departamento de Estado dos EUA comunicou na quinta-feira (17) a retirada oficial e acusou o conselho de promover “retórica antiamericana”.
Ataques investigados
A missão de investigação da ONU afirmou haver motivos razoáveis para acreditar que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra em dois ataques realizados em 28 de fevereiro, no primeiro dia do conflito.
Os peritos analisaram os bombardeios contra uma escola em Minab e contra um complexo esportivo e uma área residencial em Lamerd. O ataque à escola matou mais de 150 pessoas, entre elas cerca de 120 menores, conforme o relatório.
O documento classificou o bombardeio como “indiscriminado contra civis e bens de caráter civil” e citou especificamente o uso de mísseis Tomahawk contra a escola primária de Minab.
Nesta semana, a sede da ONU em Genebra recebeu a exposição de pinturas infantis “As Crianças Ainda Pintam o Sol”. A mostra foi organizada pela Missão Permanente do Irã junto às Nações Unidas na cidade.







